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Pornô feminista

Engana-se quem, influenciado pelas militantes radicais, pensa que pornografia e feminismo sejam incompatíveis. O pornô feminista existe desde o início dos anos 80, quando algumas diretoras resolveram criar filmes adultos que respeitassem a sexualidade feminina.

por Valter José

Com a produtora Femme Films – “femme” é “mulher” em francês –, Candida Royalle foi quem praticamente inaugurou esse estilo, com obras dirigidas a mulheres e casais (couple films).


Candida Royalle, primeira diretora feminista

Primeiros passos

Royalle conseguiu algum sucesso, com títulos como Femme, Christine’s Secret e Three Daughters, com a maravilhosa Siobhan Hunter.

Em 1982, a atriz pornô veterana Annie Sprinkle, estrela da obra-prima O Diabo na Carne de Miss Jones, adicionou ao estilo um pouco de política e estética, filmando seus próprios orgasmos reais.

Sprinkle foi também responsável pelo Post Porn Modernist Manifesto (Manifesto Modernista Pós-pornô), influenciando outras ex-atrizes e diretoras, como Veronica Hart, diretora da VCA; a ex-atriz e hoje médica Sharon Mitchell; e a fotógrafa Suze Randall, diretora de Stud Hunters, que contava com Joanna Storm e Randy West no cast.


Candida Royalle em ação

Novos caminhos

O movimento, no entanto, estacionou – até que, entre 1993 e 1997, aproximadamente, surgem filmes e vídeos dirigidos por mulheres na Europa que não eram necessariamente feministas.

As novas diretoras, lindas, quentes e jovens, souberam aproveitar bem a onda e ganharam prestígio e dinheiro – mas não eram contestadoras. Nesse grupo, temos a húngara Anita Rinaldi; a alemã Michelle Janssen, da Magma; Laetitia, diretora francesa de filmes amadores que esteve no Brasil em 1998; Sandrine Vincenot; Tereza Orlowski; e Helen Duval.

O pornô feminista e contestador só ressurgiria na Europa – e na França, em particular – no ano 2000, graças a uma estudante de filosofia, fã e discípula de Annie Sprinkle chamada Ovidie.

Ovidie, que também redigiu seu próprio manifesto, tornou-se defensora do pornô que valoriza a inteligência e a imaginação, o que acaba sendo uma reação contra obras mais “cruas” de produtoras norte-americanas, como Sineplex e Red Light District.


Algumas diretoras feministas

Segundo sexo

Finalmente, na França, apareceram Sophie Bramly e Caroline Loeb. São duas produtoras e diretoras que já trabalharam na MTV europeia e na Universal Music, respectivamente.

Bramly e Loeb fundaram a SecondSexe (www.secondsexe.com), um produtora de vídeos pornôs inteligentes e cults com a clara proposta de agradar o público feminino em geral. O nome da empresa vem do livro O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, e a ideia é integrar sexo e cultura.

Sophie Bramly e Caroline Loeb têm muito conhecimento técnico em imagem e som. Ao contrário de boa parte dos homens no segmento pornô, elas sabem o que fazem e o que filmam – e estão muito entusiasmadas com o trabalho.

Para elas, o sexo explícito deve principalmente mostrar o prazer real das mulheres, já que as meninas têm suas próprias fantasias e seu próprio ritmo sexual – e é preciso levar isso em conta na hora de rodar filmes e vídeos pornôs. A produtora SecondSexe é uma das apostas do erotismo francês.


Todas as imagens foram gentilmente cedidas pela revista Hot Video.

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