CONTO ERÓTICO
 

A amante do rabino


Por Dr. Fernando Del Vogue


Há alguns anos, não sei o tempo exato, eu morava em um apartamento bem pequeno: quarto, sala, banheiro e cozinha, na Rua da Consolação, perto do centro da capital paulista. Todos os dias, quando chegava do consultório, por volta das 19h, tinha de pegar o elevador até o 11° andar para ir ao apartamento 112.

O bom daquele lugar certamente era minha vizinha Marina, uma morena de cerca de 1,70 m de altura, corpo definido, coxas grossas, pele bronzeada do sol e seios volumosos e firmes, sempre expostos de maneira provocante em blusas muito decotadas. Até hoje, tenho um tesão absurdo naquela mulher. Quando me pego fazendo justiça com as próprias mãos, quase sempre imagino uma foda maravilhosa com ela.

Pois é. Eu fico só na imaginação mesmo, porque nunca tive uma chance de tocar aquela pele, de puxar os cabelos negros e longos, beijar aquele pescoço cheiroso ou mesmo estocar minha rola naquela bocetinha encharcada de desejo.

Não era raro eu trombar com Marina no elevador ou no corredor dos nossos apartamentos. Penso que ela percebia meu desejo, mas, sempre muito educada, o máximo que eu conseguia dela era um sorriso tímido.

Mesmo assim, continuei insistindo em uma aproximação, até que, em uma segunda-feira normal, depois de voltar do trabalho, peguei o elevador com um senhor que me parecia bem familiar. Com um português sofrível, ele me desejou boa noite muito respeitosamente. Fiz o mesmo – e reparei, curioso, que ele também apertara o botão do 11° andar.

Medi aquele senhor dos pés à cabeça. Notei que os sapatos eram caros, pretos, reluzentes, daqueles que devem ser engraxados diariamente. O terno que usava era cinza e sóbrio – mas o que mais me chamou a atenção, sem dúvida, foi a bela gravata cor de vinho. Certamente, com meu salário de um mês de trabalho, não conseguiria comprar um pedaço de pano daquele.

O elevador chegou. A porta se abriu. O senhor foi em direção ao apartamento de Marina e me disse “tchau” antes de tocar a campainha. Eu peguei as chaves de casa no meu bolso e fui abrir a porta. Calmamente, demorei alguns segundos a mais do que os de costume só para saber como seria a recepção dele.

Para meu espanto, Marina abriu a porta enrolada apenas em uma toalha branca, deixando as coxas grossas bem à mostra, a ponto de eu perceber que ainda escorria água das pernas dela. A visita certamente havia chegado antes da hora marcada.

Ali mesmo, no corredor dos apartamentos, a morena tascou um beijo naquele senhor que tirou até o meu fôlego – e arregalou meus olhos! Em segundos, a porta do apartamento dela se fechou. Fiquei a ver navios.

Transtornado, não entendia como uma mulher daquelas podia estar com um senhor estranho como o que eu tinha visto. O sofrível português dele não saía de meus ouvidos.

Preparei um café e peguei o jornal para dar uma folheada – quando me deparo com a foto daquele mesmo homem em uma das matérias. A legenda dizia que era um rabino famoso em São Paulo.

Não tenho nada contra religião alguma, até por não pertencer a nenhuma delas, mas jamais imaginaria que o amante daquela mulher tão linda e excitante podia ser um rabino, alguém acostumado a ensinar mistérios religiosos para outras pessoas. No entanto, em matéria de sexo, tinha certeza de que eu possuía muito mais credenciais para lecionar.

Os dias se passaram, e, no final daquela mesma semana, mais ou menos naquela mesma hora, encontrei o rabino novamente no elevador. Nós nos cumprimentamos com a cabeça. Em pouco tempo, já estávamos no 11º andar. Ele foi para o apartamento de Marina. Eu parei na porta do meu, “procurando” as chaves.

O rabino tocou a campainha. Marina nem apareceu: apenas destrancou a porta e pediu, com uma voz sensual e macia, para ele entrar. Aquilo provocou meu lado voyeur. O tesão percorria todas as veias do meu corpo e fazia com que meu pau pulsasse dentro da cueca.

Tentei aliviar a tensão fazendo uma massagem no meninão, mas de nada adiantou. Por isso, me ajoelhei em frente à porta de Marina, tentando observar pelo buraco da fechadura tudo que acontecia lá dentro.

Se eu soubesse que a visão daquela fechadura era tão privilegiada, já teria feito isso antes. Na primeira olhada, já pude ver o corpo nu de Marina deitado no sofá vermelho da sala. Acariciando a si mesma, a menina parecia estar com muito tesão, talvez na mesma quantidade que eu.

Meu pau já estava sufocado dentro da calça. Por isso, abri o zíper e coloquei o garoto pra fora. Duro e imponente como só ele pode ficar, comecei a massageá-lo, da cabeça até a base. Pelo buraco da fechadura, via Marina fazer uma gulosa com maestria no rabino. Dava pra notar que a morena sabia o que fazer com um rola na boca.

Depois de algum tempo, eu me masturbando freneticamente do lado de fora do apartamento, o rabino ordenou, naquele português difícil, que Marina ficasse de quatro. Como foi linda aquela visão!... Até hoje, é difícil esquecer o rabinho duro e bem-feito se empinando todo.

Logo, ouvi um gemido forte de prazer. O tal senhor não perdia tempo e passou a estocar forte naquela bocetinha! Até parecia que os dois sabiam que eram observados e, como dois atores pornôs prestes a filmar uma película de sucesso, não queriam fazer feio.

A sincronia entre eles era perfeita. O rabino metia e dava tapas naquela bunda linda, agarrava a cintura fina da morena e controlava os movimentos – tudo isso usando uma gravata de listras verdes certamente caríssima.

Não demorou muito, e acabei gozando na minha mão antes de o casal terminar a foda. Enquanto eu limpava a sujeira, continuava observando o desfecho do sexo de Marina com o tal senhor de fala estranha e roupas chiques.

Os gemidos daquela mulher quase me fizeram ter uma outra ereção só por vê-la transar – mas me controlei. O rabino, então, explodiu, jogando porra em todo o corpo da minha vizinha.

Com as mãos, Marina espalhava o leite de seu amante pelos seios, pelas coxas. Acredito que até chegou a prová-lo.

Ainda abalado com o que tinha visto, fui para meu apartamento com um pensamento: ou eu me mudava, ou ficaria louco. De imediato, a primeira alternativa foi a mais sensata.