CONTO ERÓTICO
 

A ninfeta do prédio ao lado


Por Dr. Fernando Del Vogue


Acho que de médico, louco e voyeur, todos temos um pouco. Essa história começou há mais ou menos um mês, quando saía de um banho enrolado na minha toalha e fui fechar a janela do meu quarto. De repente, meus olhos se paralisaram na direção do prédio em frente ao meu. Em uma das janelas, pude desfrutar pela primeira vez a beleza de Luiza.

Ainda não sabia o nome dessa jovem morena, mas ela aparentava ter uns 17 anos. Estava com os seios fartos à mostra e vestia apenas uma calcinha de algodão branca, enquanto passava creme nas pernas grossas e bem torneadas. Para que não fosse surpreendido, acabei me agachando perto da janela e continuei a observá-la. Passei a me masturbar freneticamente, jorrando gozo no carpete do quarto.

Como em um passe de mágica, logo depois que atingi o gozo solitário, a janela do quarto de Luiza se fechou. Deitei na minha cama e tentei relaxar, afinal, o dia seguinte seria de muito trabalho no consultório odontológico. Foi difícil. Minha mente não conseguia esquecer a imagem da ninfeta na janela.

Depois de rolar muitas vezes na cama, adormeci, imaginando que o travesseiro fosse o colo daquela garota fantástica. Acordei ainda atordoado. Tomei banho, preparei um café e fui ao consultório. Durante todo o dia, só tive consultas com homens, senhoras de idade e crianças, nenhuma gatinha para admirar.

Mais ou menos às 17h, minha secretária, Dona Elisangela, avisou que teria de ir embora. Autorizei a saída e perguntei se havia mais algum paciente. “Dr. Fernando, você só tem mais uma paciente, o nome dela é Luiza, e ela deve estar para chegar”, disse Dona Elisangela, já batendo a porta do consultório.

Jamais imaginei que pudesse ser a ninfeta do prédio ao lado, mas a sorte estava ao meu lado. A campainha tocou, e eu abri a porta. Para meu espanto, era ela, com a mão esquerda segurando a boca. Parecia sentir bastante dor.

Fingi que não sabia quem era. Ela não largava a mão da boca, dizendo que estava com uma dor insuportável. Pedi que se acalmasse e me acompanhasse, sentando-a na cadeira. Examinei-a como um bom profissional deve fazer: primeiro, os pés; depois, as panturrilhas, passando pela coxa, a barriguinha e os maravilhosos seios até chegar ao meu objeto principal de estudo: a boca.

Como Luiza sentia muita dor, resolvi parar de pensar com a cabeça de baixo e passar a usar a de cima. Uma cárie muito grande perto do dente do siso causava o incômodo – devia doer horrores. Avisei que teria de fazer um canal.

Luiza nem perguntou o preço, apenas consentiu, fazendo “sim” com a cabeça. Depois de quase uma hora de trabalho intenso, terminei a operação. Um grande alívio para ela e para mim, já que não conseguia mais prestar atenção nos dentes da moça, apenas naquele corpanzil de menina.

Ela perguntou quanto devia, um tanto sem jeito. Fiz as contas, mas, para a minha surpresa, Luiza começou a chorar copiosamente. Avisei que poderia parcelar, fazer um desconto, afinal, uma menina tão bonita não deveria chorar assim por tão pouco – o canal custava apenas R$ 200.

Ela me avisou que estava desempregada já algum tempo, que era órfã e morava sozinha em um apartamento lá perto, mas que já não pagava o aluguel há dois meses. Corria sério risco de ir morar no olho da rua.

Dizendo isso, Luiza se aproximou de mim tão perto quanto a distância em que se pode sentir em nossa face a respiração de uma mulher. Sussurrando lentamente, me perguntou se podia pagar de outra forma.

Não tive tempo de raciocinar. Ela já me beijava intensamente, mesmo com a boca ainda um pouco anestesiada e bastante inchada da operação. Com as minhas mãos, guiava os pontos mais sensíveis do corpo dela. Comecei massageando os seios, apertando a barriguinha sarada, até arrancar a blusa e o sutiã da moça.

Chupei cada um daqueles peitaços deslumbrantes, massageando-os, lambiscando e mordiscando os mamilos, até deixar Luiza bem excitada – a essa altura, somente com uma microcalcinha de renda vermelha, que mostrava bem as reais intenções da garota.

Acho que a arte de fazer um boquete vem de berço. Pode uma menina tão jovem como Luiza sugar uma rola com tamanha maestria? Eu, deitado no chão do consultório; ela, de joelhos e chupando todo o meu pau, me fazendo explodir de prazer.

Não me fiz de rogado. Arranquei com os dentes a calcinha de Luiza, vendo e sentindo o cheiro daquela xaninha rosa e semivirgem pela primeira vez. Irresistível não provar o gosto de tão bela fruta.

Passei a lamber aquela bocetinha como se fosse a última do mundo. Luiza ficou louca de tesão e me implorou que a penetrasse.

Comigo, nunca foi preciso pedir duas vezes. Chamei o meninão para o embate e o coloquei para trabalhar, bombeando em Luiza com força, enquanto ela permanecia deitada no chão do consultório.

Estava quase gozando, quando a menina sussurrou em meu ouvido que gostaria de mudar de buraco. Parei, olhei bem para a cara dela e vi que a ninfeta não estava para brincadeira. Ela já se encontrava de quatro, apoiando as mãos na minha cadeira.

Lubrifiquei aquele anel com um pouco de gel dentário e mandei bala naquela gruta apertada do prazer. Ao mesmo tempo em que ia bombeando, procurava massagear a xaninha de Luiza com uma das mãos e puxar os seus longos cabelo negros com a outra.

Fiz isso até explodir em um intenso gozo. Ficamos mais uns cinco minutos deitados no chão, até ela perceber que tinha atingido um ápice de prazer como há muito tempo não acontecia.

Com isso, Luiza se levantou e colocou a roupa, menos a calcinha. Olhou bem nos meus olhos, me deu a lingerie vermelha e disse: “Acho que isso paga a consulta, né, doutor? Muito obrigado!”.

Diariamente, vejo Luiza da janela do meu quarto. Sei todos os horários da vida dela, mas jamais consegui conversar novamente com essa ninfeta. Poderia muito bem ir até o prédio dela, mas acho que a idade me trouxe o medo de ser desprezado.