CONTO ERÓTICO
 

A vingança de Cláudia


Por Cláudia Alves


Desde que comecei a ler as revistas eróticas que meu marido compra, me senti instigada pelos contos. Sou evangélica, morena, cabelos lisos na altura dos ombros, 24 anos, 1,73 m de altura, corpo mais para o magro, mas com bonitos seios e curvas que me garantem elogios.

Tive uma educação conservadora – e o leitor entenderá por que casei tão cedo. Meus pais estavam ansiosos para “me encaminhar” e evitar que eu cedesse às tentações. Por isso, quando conheci Saulo, um homem experiente já perto dos 40 anos, não tiveram dúvidas e me pressionaram a subir ao altar.

Resta saber por que os contos me impressionavam. A verdade é que não me arrependi de ter casado, mas, comparando com o que sei hoje, Saulo sempre me deu o “arroz com feijão” na cama. As revistas, que descobri em certa gaveta, me abriram todo um mundo novo – mas eu sempre pensava: “será que isso acontece mesmo?!”.

Minhas dúvidas acabaram depois que descobri outro segredo de Saulo: uma amante! Os detalhes, prefiro não revelar, mas é uma japonesa lá de onde ele trabalha.

Magoada, contei tudo pra mamãe, que me aconselhou perdoar: “Homem é assim mesmo” – mas eu não conseguia, e, dentro de mim, cresceu um sentimento de vingança.

Saulo tem um amigo, Júlio, freqüentador assíduo de nossa casa. É um homem de seus 35 anos, ruivo de olhos claros. Usa cavanhaque, é um tanto quanto peludo e ostenta uma discreta barriga de chope – mas tem seu charme.

Juro por Deus que, até então, nunca havia visto Júlio de outra forma senão como amigo, mas a descoberta da amante de Saulo “tirou a trave dos meus olhos”. Júlio, que nunca foi bobo, notou a mudança – e sempre que Saulo se distraía, dava uma discreta mexida em seu pênis ao perceber meus olhares.

Depois de almoçarmos certo domingo, Saulo disse que estava escalado para dar plantão – “Certamente, vai visitar a japonesa”, pensei – e ofereceu uma carona ao amigo. Eu, de pronto, sugeri que Júlio permanecesse, pois havia feito pavê e ficaria chateada se ninguém o experimentasse...

Saulo saiu sem questionar. Afinal, que motivos havia para desconfiar da mulherzinha evangélica? Mas Júlio entendeu o recado, e, tão logo a porta se fechou, avançou pra cima de mim como um animal. Perdi todos os meus pudores e deixei que suas mãos calejadas e grandes percorressem minha pele macia e arrancassem minha roupa.

Quando Júlio tirou a cueca, surgiu um pênis imenso e grosso, duro, babento e enfeitado com pêlos cor de fogo. “Chupa!”, ordenou. Não resisti à tentação daquele “diabo vermelho”, mas não sem antes untá-lo com o pavê que retirei da geladeira. Provei cada centímetro com gosto de sexo, urina envelhecida e maracujá.

Júlio gritava, enlouquecido; me fez deitar na mesa de jantar e chupou minha chana (é assim que se fala, não?) como Saulo nunca fizera. Enfiava fundo a língua, mordiscava meu clitóris e cuspia pra lubrificar a entrada.

O membro penetrou de uma só vez só e explorou cada ponto de minhas cavidades. Gemi alto, num misto de prazer, dor e vingança satisfeita – e gozei! Júlio também já estava no auge e, tirando o membro, espalhou seu sêmen na minha boca. Sorvi tudo com um pouco mais de pavê.

Naquele domingo, fui ao culto com a certeza de duas coisas: as histórias dos contos acontecem, sim; e também posso me dar o direito de praticar certos pecados. Afinal, quem me atirará a primeira pedra?