CONTO ERÓTICO
 

A Vizinha dos Fundos


por Dr. Fernando Del Vogue.

Quando cheguei em São Paulo, no começo de 1986, fui morar em um apartamento pequeno de um quarto, banheiro e cozinha na Rua Adolfo Pedrosa, lá no Caxingui. Era um lugar longe do centro, das festas e do agito da paulicéia desvairada, mas ficava perto da USP e o meu objetivo na cidade grande era estudar odontologia.

            Eu só estudava, mesmo nos finais de semana acabava revisando as matérias. Sentia muita solidão no meu apartamento, a cidade grande é um lugar difícil para um estudante vindo do interior.

            Não conhecia ninguém no prédio, afinal estava sempre na USP, mas uma mulher me chamava atenção naquele inferno vertical que eu morava. Lá estava ela sempre no elevador; linda, os cabelos vermelhos e uma pele tão branca que chegava até a ser rosa. Os lábios da mesma cor que as madeixas demonstravam muita felicidade em um sorriso intenso, já os olhos negros, revelavam que a moça era misteriosa. Ela sempre se vestia discretamente, conturbando a minha imaginação. O seu habitual era uma calça jeans preta e uma camiseta branca, sem nenhum acessório como brincos ou colares, a única peça que sempre estava com ela era o marido, um sujeito novo como ela, que toda manhã ia trabalhar de terno e gravata... Devia ser algum jovem empresário.

            Os dias foram passando e comecei a observar a bela ruiva, no silêncio da minha paixão impossível. Descobri que o nome dela era Tânia, tinha casado há poucos meses, ambos eram do interior de São Paulo... Acho que de Sorocaba. Lembro-me de ter conseguido essas informações com o porteiro do prédio, o mesmo que me confidenciou que o casal vivia no apartamento 273, logo abaixo do meu.

            Dizem que só o tempo pode curar uma dor de amor, mas no meu caso, uma paixão não correspondida, os dias e semanas não têm nenhum poder milagroso. Continuei admirado pela beleza da minha vizinha ruiva, mas ela não tinha olhos para mim, estava sempre ao lado do marido, realmente um homem de sorte.

            De repente não via mais Tânia acompanhada. Não sabia o que tinha acontecido, mas as vezes que me encontrava com a ruiva diminuíram muito, e nas poucas vezes que isso acontecia ela estava diferente. A pele continuava branca, mas o seu marido não estava mais ao seu lado, muito menos o sorriso pelo qual me encantei.

            A história que preciso relatar começa em um sábado à noite. Estava dormindo no meu apartamento quando ouço alguém bater na porta. Para o meu espanto ela estava lá, com uma camisola preta comprida, os cabelos como o fogo e o negro da roupa contrastando com a beleza da pele.

            Abri a porta e ela me perguntou se eu morava sozinho. Ainda atordoado com a presença daquela dádiva, respondi que sim. Seus lábios finos e perfeitos se abriram e ela pediu para entrar, dizendo que estava se sentindo sozinha, afinal, o marido tinha ido fazer uma viagem de trabalho para Manaus há um mês. A convidei para entrar, mas como já disse, o apartamento era pequeno e tivemos que sentar na minha cama. Ofereci uma cerveja que ela aceitou de bom grado.

            Tânia reclamava muito da saudade que estava sentindo do marido, afirmando que amava aquele homem mais do que tudo, porém, ele a tinha viciado em algo. Fiquei surpreso e quis saber o que era, ficando espantado e excitado quando ouvi da boca dela que a moça era uma ninfomaníaca, uma viciada em sexo.

            Quando Tânia me confessou seu segredo, pude ver que um líquido branco e viscoso escorrendo entre as coxas branquinhas da ruiva. A moça estava sem calcinha e toda molhadinha, jorrando tesão pela boceta, isso sem eu nem encostar!

             Segurei as frágeis mãos do diabo quando peguei nas de Tânia. Agarrei firme aquela mulher e a beijei, desejando aquele corpo como fazia secretamente há meses. Ela me sussurrou no ouvido que estava carente, precisava de sexo, mas que amava o marido e que só iria transar comigo aquela vez, que seria o suficiente para ela aguardar a chegada do corno.

            Entendi perfeitamente o desejo de Tânia e decidi que aquela seria a transa da minha vida. Iria me esforçar infinitamente para suprir toda à vontade dessa ruiva, fazer ela gozar e quem sabe esquecer o trouxa do maridão. Beijei todo o pescoço da minha princesa branquinha, levantando a camisola e percebendo que ela não estava de calcinha.

            Como era linda a boceta dela! Uma rachinha perfeita e pequenininha, completamente rosa, com os pelinhos vermelhos, assim como os cabelos. Queria chupar aquela fonte de prazer, lamber todo aquele grelinho e deixar a ruiva gemendo de prazer. Não perdi tempo e fui logo caindo de boca, sentindo todo o mel que transbordava daquela gruta, as coxas tremendo no meu rosto e ela berrando, parecia que estava morrendo quando gozou pela primeira vez.

            Depois de gozar ela arrancou a camisola e rasgou minha camiseta, exigindo que eu tirasse as calças. Sedento para mamar aqueles peitinhos, acabei beijando cada pinta que tinha no corpo de Tânia, lambendo e mordiscando os bicos rosas dos seios da ruiva, que aceitava tudo, me estimulando com uma feição de prazer que me excita até hoje.

            Ela me pegou e passou a me chupar. Lambia minhas bolas com uma destreza incrível, a língua dela parecia diferente das demais, muito mais macia e sem dúvida muito mais hábil... Talvez seja esse o segredo das ruivas. Quando estava preste a gozar, puxei os cabelos de Tânia e beijei sua boca, afinal, não queria deixar o rosto dela mais branco com a minha porra.

            A moça já estava implorando para que a penetrasse, mas não precisava ter pedido tanto. Passei a roçar o meu membro naquela bocetinha, foi quando ouvi de Tânia que a rachinha era só do seu marido, que eu teria que me contentar com o cuzinho mesmo. Quase não acreditei quando ouvi aquelas palavras, mas o meu pau já estava estourando de tesão e com a ajuda da ruiva, que não parava de rebolar, coloquei todo o meu mastro naquele buraco apertado.

            Tânia berrava de prazer e se mexia bastante, colocando dois ou três dedos na boceta enquanto eu comia o cu. Gozei muito, melando toda as costas da moça e sujando até o  cabelo vermelho, naquele momento com mechas brancas. Depois de atingirmos o orgasmo ela se levantou, colocou a camisola direto sobre o corpo branco e ainda suado, indo até a porta e chamando o elevador. Perguntei o que tinha acontecido, se ela tinha gostado? Maquiavélica Tânia me respondeu que gostou, porém, seu marido era muito melhor.