CONTO ERÓTICO
 

As gêmeas da Lei


Por Dr. Fernando Del Vogue


Não sei mais o que fazer. Há dois meses, minha vida estava o maior marasmo. Durante o dia, cáries e obturações no consultório onde trabalho. À noite, novelas e cama – vida que nenhum homem solteiro e com 33 anos pode ter.

Paula me apareceu como uma luz que brilha no destino. Morena, tem cabelos longos e lisos que chegam até metade das costas, coxas grossas e uma pele cheirosa. O rosto era uma perfeição por si só: traços finos e lábios carnudos, a porta de entrada do paraíso. Além da beleza física, a moça é inteligente, uma advogada de sucesso.

O Pedrão, amigo nosso em comum, apresentou-nos em uma festa regada a muito uísque na casa dele. Desde então, passamos a nos ver com freqüência – até aquela maldita tarde de sábado, quando conheci a família dela.

Chegamos à casa de Paula, no bairro das Perdizes, aqui em São Paulo, por volta das 13h. A mesa estava repleta de iguarias. Fui recepcionado com muita simpatia pelo pai e pela mãe da morena, algo que me aliviou bastante, já que era a primeira vez que estava vendo os pais da moça com quem pretendia me casar (ainda gosto muito dela).

Enquanto degustava um delicioso strogonoff de camarão com a família, notei que uma cadeira estava vazia. Fiquei intrigado com essa história, quando, no longo corredor que existia na casa, ouvi alguns passos até ter a visão que jamais gostaria de ter tido.

Uma morena completamente idêntica a Paula surgia com um largo sorriso e mirando os olhos negros na minha direção. A mãe sorriu e logo apresentou Patrícia, dizendo que era a irmã gêmea da Paula, também advogada, mas que tinha recentemente se formado na universidade de Lyon, na França.

Fiquei extasiado com a novidade, mas procurei não demonstrar. Continuei almoçando até que fomos ver tevê na sala. Depois de algum tempo, os pais da Paula resolveram ir ao bingo, e Patrícia foi terminar de lavar a louça.

Minha gata, então, me chamou para conhecer o quarto dela. Não pude resistir. Havia duas camas cobertas com colchas cor-de-rosa. Na parede, muitas fotos das duas irmãs. Perguntei por que ela nunca tinha me falado dessa irmã gêmea, mas nem obtive respostas. Paula me beijou e passou a desabotoar minha camisa, sorrindo e dizendo que queria fazer amor.

Arranquei a camiseta dela e desfrutei daqueles seios, do tipo que cabe certinho na palma da mão. Levantei a saia e coloquei a calcinha dela para o lado, enquanto Paula estava deitada na cama. Abaixei a calça e exibi meu mastro duro, pronto para penetrar aquela morena com força. Trepamos rápido, já que não deu nem tempo de trancar a porta, e Patrícia, pensei, podia nos surpreender.

Gozei intensamente dentro de Paula, até que olhei para trás e vi Patrícia com o seio esquerdo à mostra, apertando o biquinho e mostrando-se bastante excitada. Olhei para Paula e vi que ela ria, mas eu estava completamente envergonhado e excitado! Peguei a coberta cor-de-rosa e me enrolei, pedindo uma explicação.

Patrícia se aproximou, arrancou a colcha de mim e me beijou. Confesso que não tive reação, o beijo era praticamente igual ao da irmã. Ela era uma cópia perfeita da mulher por quem tinha me apaixonado, algo difícil de encarar. Quando me dei conta de que estava beijando a irmã de Paula, me desvencilhei daqueles lábios carnudos e pude olhar a minha namorada bastante excitada.

Novamente perguntei o que estava acontecendo. Patrícia resolveu explicar, dizendo que, entre as duas irmãs, havia uma lei: uma sempre tinha de transar com o namorado da outra, só para aprovar ou desaprovar o desempenho do pretendido pela irmã.

Até agora, estou confuso, mas, no momento, não pude resistir àquela tentação. Patrícia me beijou novamente, segurando com firmeza no meu pau e me masturbando de uma maneira bem gostosa – até que se agachou e passou a lamber todo o meu saco. Paula resolveu entrar na brincadeira, chupando o meu pinto em um boquete que só ela sabe fazer.

Quase fui à loucura nessa chupeta dupla, mas consegui me controlar, tirando a boca das meninas do meu cacete. Deitei na cama e esperei que Patrícia sentasse para cavalgar sobre o meu mastro. A morena correspondeu à expectativa e pulou freneticamente no meu colo. Com as mãos, eu massageava a bunda e o grelinho da gata – estava louco para ser aprovado naquele teste!

Acho que Paula sentiu ciúmes, mas a verdade é que passou a esfregar aquela rachinha linda na minha boca, como se implorasse que eu a fizesse gozar com a língua. Aceitei o desafio e passei a chupar a boceta dela com gosto, lambendo todas as partes daquele grelinho quente.

As duas gozaram antes de mim, até que explodi no corpo de Patrícia e deixei a irmã da minha namorada completamente melada da minha porra. Conversamos e tomamos um banho. Depois, me despedi das duas com o maior sorriso que já estampei na minha cara. A paixão da minha vida tinha um clone, e ela era safada!

Entretanto, tudo que é bom na vida acaba rápido. Minha história não foi diferente. Os dias foram passando, e Paula nunca mais atendeu a um telefonema meu. Fui até a casa dela, montei campana por um dia inteiro, até que a encontrei.

Paula foi grossa e não quis me explicar o motivo. Disse que estava se preparando para ter uma conversa séria comigo, mas não queria falar mais. Estou completamente revoltado com essa situação. Fui do céu ao inferno: ganhei a transa da minha história, mas perdi a mulher da minha vida.

Sempre amarei as mulheres. Sua perfeição chega a ser assustadora, mas jamais conseguirei entender o que se passa no coração e na mente de uma bela gata. Sem dúvida, os poetas têm a razão: nunca entenderei uma mulher, quanto mais duas iguais.