FETICHE

As gostosas dos games

por Caio Delcolli

Lara Croft em Tomb Raider (imagem à esquerda), Cammy e Chun-Li em Street Fighter, Mai Shiranui em Fatal Fury ou The King of Fighters – a indústria dos videogames nunca abriu mão de caprichar no sex appeal das personagens femininas. Capricha a ponto deixar fãs não muito felizes com cosplays que não fazem jus às originais.

 

Bom e velho fetichismo

    

 

Felicia e Morrigan Aesland, da franquia Darkstalkers, incrementam a lista de personagens clássicas que mexem com a cabeça dos gamers. Já a metade vampira, metade humana Rayne, da saga BloodRayne (imagem abaixo, à direita), ainda pode vestir o que o jogador quiser, se ele tiver o código. 
 
Separar essas personagens de suas curvas é quase impossível, ainda mais quando várias delas são boas de briga e não dispensam armas: fetichismo é pouco. Rayne é um exemplo: o game é do estilo sair-por-aí-andando-e-despedaçando-quem-aparecer-na-frente, coisa que a personagem pode fazer muito bem com as espadas presas em seus antebraços. Por onde passa, ela deixa um rastro de sangue e membros jogados a esmo.

Juliet Starling, colegial do game Lollipop Chainsaw (2012), não fica atrás. A escola da personagem está repleta de zumbis, que ela alegremente extermina usando seu uniforme de líder de torcida, pirulito na boca e uma enorme serra elétrica cheia de corações.

Mulher Gato em Arkham City, Elena e Chloe em Uncharted, Hera Venenosa em Arkham Asylum e Amber e Crystal em Dead Rising 2 são frequentes nas listas das personagens mais gostosas. Das clássicas, nunca ficam de fora nomes como Jill Valentine de Resident Evil e até mesmo a Princesa Peach de Super Mario Bros, sem falar das meninas com quem Kratos pode transar na série God of War, prostitutas com seios fartos à mostra. 
 
 
As mais gostosas
 
A redação da Sexsites fez para você uma lista das mais sedutoras. Prepare as mãos para brincar com elas (em todos os sentidos).
 

        

Lara Croft – Tomb Raider: a arqueóloga, aventureira e escritora inglesa estrela os games da Square Enix (ex-“Eidos Interactive”) desde 1996 em busca por relíquias, mas, no início, o jogo fez mais sucesso pelas curvas e seios fartos da heroína. Pena que depois o estúdio os reduziu. No cinema, Lara foi vivida por Angelina Jolie.

       

Chun-Li – Street Fighter: primeira personagem feminina da saga e em games de luta. Estreou em Street Fighter II, e seu sucesso a fez aparecer em quase todos os jogos da série. Agente da Interpol sedenta por vingança pela morte do pai, é considerada uma das melhores lutadoras(es) do game. O marcante visual – qipao azul, botas brancas e dois coques na cabeça – é um dos maiores símbolos da série. A atriz Ming-Na a encarnou no filme de 1994 (um clássico trash), e a canadense Kristin Kreuk em Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, que não fez sucesso.
 

                  

Cammy – Street Fighter: apareceu pela primeira em Super Street Fighter II (1991) como vilã, trabalhando para M. Bison. Logo chamou atenção pelos músculos definidos, duas tranças loiras e manchas de camuflagem nos pernões. Agente treinada pelo serviço secreto inglês, já passou por mais de 20 jogos da saga. A cantora pop australiana Kylie Minogue a interpretou no primeiro filme da franquia.

 

                      

Mai Shiranui – Total Fury e The King of Fighters: conhecidíssima pelos fartos seios que pululam conforme o movimento, Mai usa leques como armas, tem treinamento ninja e pode criar e controlar o fogo. Sua estreia foi em Fatal Fury (1992). Hoje, ela é considerada ícone para as duas séries de games e sex symbol para o estúdio SNK.

 
                        
 
Rayne – BloodRayne: nesta franquia açougueira, Rayne é sexy na mesma medida que é violenta. Sua estreia foi em 2002 e de lá para cá, passou por mais dois jogos. Sempre há códigos que liberam, entre outras coisas, possibilidades de vestimentas: transparências, vestidinhos, lingerie... Uma delícia. No game, a mãe de Rayne, humana, foi estuprada por Kagan, um inescrupuloso vampiro – e assim nasceu a protagonista, metade humana, metade vampira, uma dhampir, com sede de vingança, usando roupas coladas... ou roupa nenhuma.
 

                            

Juliet Starling – Lollipop Chainsaw: Juliet foi a San Homero High School a fim de encontrar seu namorado, Nick. Uma invasão zumbi acontece e a garota se vê na obrigação de caçá-los. Quando seu namorado é mordido por um dos mortos-vivos, Juliet corta a cabeça dele, que ainda animada, lhe acompanha no “genocídio” que ela promove sem perder o ar de lolita.

 

                                

Bayonetta – Bayonetta: uma feiticeira em busca de memórias perdidas e que tem dentro de si – opa! – uma relíquia milenar, Bayonetta é procurada por um jornalista chamado Luka, que acredita que a boazuda matou seu pai anos atrás. O visual dark e imponente da protagonista evidencia suas curvas, especialmente os seios e o bumbum durinho. 

 

                                    

Harley Quinn – Batman: Arkham Asylum e Batman: Arkham City: criada especificamente para o desenho animado Batman: The Animated Series (1992) foi tão bem recebida que decidiram introduzi-la nos quadrinhos e games do homem-morcego. Não à toa, a ajudante sexy e psicopata do Coringa ganhou seu espaço nos elogiados games Arkham Asylum e Arkham City, e nunca esteve tão desejável.

 

                                      

Princess Solange Blanchefleur de Lux – Code of Princess: exilada de seu reino, DeLuxcalibir, a Princesa Solange empunha uma grande e sagrada espada (de metal, é claro) para proteger sua terra natal de monstros. Com apenas os mamilos cobertos no uniforme e a minúscula tanga e o veuzinho que tenta cobrir suas nádegas, é “óbvio” que o público masculino presta mais atenção na ação do game, né?

 

                                          

Miranda Lawson – Mass Effect 2: a moça trabalha como informante no grupo de humanos sobreviventes Cerberus e guia seu colega Jack Taylor durante missões em um campo na batalha contra uma raça de insetos. A gostosa pode virar parceira romântica do protagonista: você.

 
Visão de mulher
 
Frequentemente, a abordagem da mulher nos games é criticada. O blog Games and Culture, em 20/03/2013, chegou a afirmar que quando as personagens femininas não são donzelas em perigo, são “hipersexualizadas”.
 
A gamer Aline Moroz, 22 anos, de Curitiba/PA, tem uma opinião sobre isso. “Mulher é banalizada? Acho que é um pouco, sim, mas há sempre dois lados da moeda”, diz. “Reclamar das coxas da Chun-Li é meio que inútil se você não parar pra pensar que ela é uma lutadora. Mas uma coisa que me intriga muito é a falta de variedade. Na maioria das vezes, são mulheres razoavelmente peitudas ou com algum atrativo que agrade um determinado grupo masculino”.
 
Para Aline, é difícil de agradar gregos e troianos. Ela dá como exemplo o game Fat Princess, criticado por ter uma protagonista acima do peso. “Mas também não se pode colocar uma ‘gostosa’ num jogo que também agride o respeito ao corpo feminino. No fim das contas, o mal está nos olhos de quem vê, ou não quer ver...”.
 
Imagens: Reprodução Konachan/3DSexys/Street Fighter Hentai/Yande.re/Extreme Soldiers at War/Rule 34/For Play/Zoom Girls/Yuiphone/MPL Toons