CONTO ERÓTICO



ASSEDIADO

Por Charlote Brunelli
Mais uma quinta-feira estressante. Está cada vez mais difícil esperar por sexo bom durante a semana. Desde que meu marido decretou que já está velho para minhas peripécias sexuais e que precisa ter uma noite tranqüila para render em seu trabalho, não consigo produzir mais nada no meu – a não ser fantasias com meus estagiários.
– Dra. Charlote, com licença – disse aquele moreno imberbe com rostinho de bebê, que eu nunca havia visto na minha vida.
– Toda.
– A Dra. Sandra, do RH, me enviou aqui e disse que a senhora poderia fazer algo por mim. Eu estudo Direito e...
– Ah, sim, sim. Agora, eu me lembro. Ela disse que um mocinho viria aqui me ver hoje, mas me diga...– disse eu, já me levantando da cadeira para iniciar uma aproximação
– O que eu poderia fazer por você?
– É, bom, é... – ele gaguejava – A Dra. Sandra disse que a senhora precisava de um estagiário...
– E preciso, mas antes você vai ter de passar por um teste. Sente-se naquele sofá de couro, por gentileza– ordenei enquanto examinava o CV e discretamente passava meus olhos
por cada pedacinho de seu corpo.
– Diga-me, Felipe... É esse seu nome, certo?
– Sim, sim.
– O que você faria para conseguir esse emprego?
– Praticamente tudo, doutora.
– Então, tire as calças.
Nesse momento, ele arregalou os olhos e, por alguns segundos, hesitou – até que decidiu se despir.
– Agora, a camisa e a cueca também.
– Mas a senhora não vai fechar a porta?
– Felipe, querido, antes de começarmos, você vai me prometer três coisas. Primeiro: você não vai contar isso para ninguém; segundo: fará tudo que eu mandar; e terceiro: nunca, em hipótese alguma, vai me chamar de “senhora”. Pode me chamar de puta, cachorra e até de vaca, mas de senhora, não – e finalizei, trancando a porta de meu escritório.
Deitei Felipe no sofá gelado e comecei a beijar seu corpo arrepiado da cabeça aos pés. Chupei-o todo, principalmente aquele pau lindo, grande, gostoso. Ele gemia de tesão, mas, como estivesse muito nervoso, não gozava.
– O que foi, docinho? Você não sente tesão por mim?
– Não é isso, senho... Charlote. É que eu,sei lá, to nervoso.
– Vou fazer você relaxar e pode me chamar de senhora, se quiser. Vem cá, põe a mão aqui – e levei a mão dele para meus seios, que ainda são firmes e macios como os de uma menina.
Pouco a pouco, fui tirando a blusa, o sutiã, e ele veio devagar, me lambendo toda.
– Seu marido é um homem de sorte – disse ele, levantando o olhar. A senhora é muito gostosa.
– Ah é? Fala mais!
– A senhora é linda, gostosa, maravilhosa, tem os peitinhos mais gostosos de chupar, e eu quero te foder até doer!
Felipe veio pra cima de mim, mais homem que muito macho mais experiente,
e, enquanto me beijava a boca e tocava meus seios, posicionava o pau dentro de mim, roçando-se todo.
– Ah, vem, lindinho. Mete bem gostoso!
– Eu vou foder a senhora como a senhora nunca foi fodida em toda a sua vida! E assim ficamos quase meia hora até que gozamos juntos. Ele era bem jovem, mas estava amando aquele joguinho. Deitado ao meu lado no sofá, beijou minha orelha bem devagar e disse as pornografias mais lindas que uma mulher já ouviu.
– A senhora tem uma chaninha tão fechadinha que parece de menina.
– É que meu marido não me come faz tempo – gargalhei.
– Será que o seu cu é apertadinho assim também?
– Quer conferir?
Meu futuro estagiário me pôs de quatro em cima do tapete e disse para eu ficar quietinha e não gritar, ou ele nunca mais meteria comigo – e isso eu não podia permitir!
Felipe foi gentil. Antes de começar, me lambeu o cu e me deixou bem molhadinha. Mexia no meu grelinho enquanto isso, com a clara intenção de me manter excitada.
– Eu quero o seu cu, mas, mais que isso, eu quero que a senhora goze pra mim – explicava. Na primeira entrada, foi muito difícil. Por incrível que pareça, meu cuzinho era virgem, pois meu marido sempre o havia recusado. Devia se contentar com o das putas dele!
Mas aquele menino havia mudado meu mundo. Estava mudando, na verdade,
cada vez que enfiava o pau dele no meu buraquinho e acariciava minha genitália. Foi tão bom que chegava a ser indescritível o nosso estado de transe. Só me lembro do nosso suor, dos gemidos e das minhas lágrimas de dor e prazer. Quando terminei de gozar pela segunda vez, com meu cu lá, escancarado para aquele menino, o telefone tocou.
– Charlote. É Sandra, do RH. Bom dia. Gostou do Felipe?
– Gostei, gostei muito.
– E você vai ficar com ele?
– Claro. Ele foi ótimo. Começa amanhã.
– Que bom que você gostou do meu filho, Charlote! Espero que isso não tenha pesado na sua decisão.
– Não, de modo algum. Eu nem sabia disso – mas, agora que você citou, pode mandar mais filhos. Afinal, a competência deve ser de família!