CONTO ERÓTICO
 

Cachorra de rua


Por Cristina Bill


Meia-noite em um beco escuro. Eu e Michele estávamos dentro do meu carro, nos agarrando feito doidas. Tínhamos tomado uns chopes, depois alguns uísques... Terminamos naquela avenida desconhecida, nos acariciando e falando bobagens.

– Nossa, Nina, como você é gostosa! Seu peitinho é tão delicioso! Dá vontade de te chupar inteira!

– Ah! Então, me chupa todinha, vai! No entanto, quando a boca de Michele já abocanhava meu seio, um policial bateu na janela. Desejei ter posto o insulfilm que minha mãe tanto havia insistido...

– Michele, fica fria que eu resolvo isso rapidinho.

Desci do carro só de calça jeans e com o batom borrado, disposta a tudo para não ir à delegacia prestar depoimento sobre meu pequeno atentado ao pudor e confessar minhas tendências lésbicas.


Para minha surpresa, o policial era exatamente quem meu lado hétero esperava. Alto, braços fortes, boca carnuda... Não tive dúvidas e comecei a me insinuar.

– Oi, seu guarda – dizia eu, me contorcendo e passando a mão levemente nos mamilos – O senhor sabe como é... Às vezes, o tesão vem, e a gente acaba fazendo coisas que não deve – concluí, aproximando-me daquele deus.

– Sim, senhora, compreendo perfeitamente – mas a senhora sabe que regras devem ser seguidas.

– E o tesão, seu guarda, não conta?

Nesse instante, abaixei-me e abri o zíper de suas calças com meus dentes. O policial não pôde esconder seus reais desejos – pau era tão grande que minha boca mal podia lhe dar prazer.

Enquanto ele apertava minha cabeça contra seu cacete intumescido, Michele observava com tesão a cena toda e acariciava o clitóris, imaginando que eu a chupava ou talvez que ela também lambia toda aquela “autoridade”.


O policial, por sua vez, permanecia mudo, espremendo minha cabeça – mas eu podia sentir suas pernas tremendo. Podia mesmo afirmar que ia gozar na minha garganta... Quando, de repente, ele puxou meus cabelos com brutalidade e me beijou, pondo todo seu peso sobre mim e sobre o capô do carro.

Agora, era ele que me lambia e me beijava como um animal – e Michele, revelando-se uma perfeita voyeur, excitava-se mais e mais dentro do carro.

Finalmente, o policial se virou e sentenciou:

– Eu quero muito te foder, gatinha.

– Então, me come toda, seu guarda!

E foi como eu ordenei. A transa mais gostosa da minha vida! Um membro quente e grosso me penetrando, um homem maravilhoso em cima de mim, me beijando, nós dois nus na madrugada com a certeza de que pelo menos alguém nos via, desejando que o mundo nos olhasse!

Quanto ao resto da noite, bom... Ficamos eu e Michele, tranqüilas, dentro do carro, nos comendo e gozando até o sol raiar.