CONTO ERÓTICO
 

Depois do expediente


por Solange Azevedo

Meu nome é Solange, tenho 29 anos, sou loira, carioca e mãe de gêmeos. Conheci meu marido num bar perto da Avenida Atlântica, em Copacabana, onde era garçonete. Márcio sempre foi um workaholic e costumava provar uns petiscos quando encerrava tarde o expediente – o que era quase sempre.

Nós nos apaixonamos e, graças a seu árduo trabalho, saí de meu antigo emprego, mas mantivemos uma boa situação financeira e temos uma vida feliz. Pelo menos, é o que as pessoas acham.

Na verdade, há muito tempo, a rotina já não me agradava. Estava farta de ser “do lar”, da falta de tempo dele, do cansaço que lhe prejudicava o desempenho na cama. Precisava de novos ares, aventura...

Convenci Márcio de que voltar a meu antigo trabalho seria uma espécie de terapia – e só por uns meses. Contratamos uma babá, e logo meu antigo patrão me recebia sorridente, afinal, sempre fui boa funcionária.

O bar passava por uma reforma, e o dono promovera mudanças administrativas. Marcel, o novo gerente, era novo, na faixa de seus 30 anos, alto, moreno de praia, peito largo e braços fortes. Seu tipo físico contrastava com o de Márcio, que, natural de Curitiba, sempre foi branquinho e meio magricela.

Confesso que aquele “edifício de homem” me deixou fascinada – e a recíproca foi verdadeira. Sempre notava Marcel me observando enquanto atendia as mesas de saia curta e avental. Modéstia à parte, a maternidade não havia feito estragos no meu corpo. Ganhei apenas alguns quilos que, longe de serem um problema, só me deixaram mais gostosa. Tinha agora seios mais volumosos, coxas mais grossas e curvas mais fartas.

Certa noite, o dono do bar convidou os funcionários para uma festa no seu apartamento perto do Aterro do Flamengo, a fim de comemorar a reforma finalmente concluída. Marcamos de sair todos de Copacabana. Avisei meu marido e pedi à babá que dormisse em casa.

Acertados os detalhes, rumei ansiosa para a Avenida Atlântica, pois havia anos que não ia a uma boa festa. Por coincidência – ou não; difícil saber... –, fiquei como única carona no carro de Marcel. Mal conseguimos disfarçar nossa excitação.

Quem conhece o Rio, sabe que a distância entre Copacabana e Flamengo não é absurda, mas que o Aterro, à noite, é um lugar semideserto, onde apenas algumas prostitutas e joaninhas passam de vez em quando.

Ao nos vermos ali, sozinhos, foi inevitável: o tesão falou mais alto. Marcel estacionou o carro perto de uma árvore – e eu enchi a mão em seu volume. Senti seu sexo duro e pulsante.

Ele me tascou um beijo profundo e molhado como meu marido há muito não fazia, e logo sua língua áspera passeava por meus mamilos intumescidos e descia por minha barriga cada vez mais arrepiada.

Em questão de segundos, Marcel já explorava minha chaninha molhada. Mordia, beijava e chupava meu grelinho, e eu gemia cada vez mais alto, fora de mim.

Vendo-me entregue, ele não teve dúvidas: enfiou seu membro na minha boca! Eu o chupei como se fosse a última coisa a fazer na vida. “Para, ou eu vou gozar!”, gritou. Não era o que queríamos. Ainda não.

Molhado por minha saliva, o membro de Marcel deslizou gostoso dentro de mim. Ele não se fez de rogado: baixou os bancos e se deitou por cima. Pude sentir seu peso de homem, enquanto ele enfiava o pau bruscamente e chupava meus peitos, minha boca, meu pescoço. Eu logo gozei e encharquei ainda mais seu imenso cacete!

“Vou gozar!”, anunciou. Tirou o membro de minha chana e me pôs para chupá-lo, me fazendo sentir o gosto dele e o meu próprio. Um jato logo se espatifou em meu queixo, e, como ele, outros vieram e inundaram o espaço entre meus seios. Limpei-me com uma flanela e nos vestimos antes de sermos abordados por um guarda, que vinha em nossa direção.

Naquela noite, não fui à festa. Voltei para casa ainda a tempo de tomar banho, beijar meus filhos e receber meu marido. Ele nada desconfiou – e hoje vivo feliz sendo a esposa do Márcio e a putinha do Marcel.