CONTO ERÓTICO
 

Disque M para Me Ter


Por Augusto Machado


Acho que todo mundo já fez uma ligação que caiu errada. Temos certeza de que digitamos todos os números corretamente, mas, por algum motivo, fomos atendidos por pessoas desconhecidas.

Foi assim que conheci Marcela. Liguei, chamei por meu amigo e ela disse que não havia ninguém com aquele nome. Quando eu já ia desligar, ouvi: “Mas por que não conversa comigo? Gostei da sua voz!”.

Queria que eu tivesse dito aquilo, mas me faltara coragem. Marcela tinha uma voz extremamente sensual: grave, mas bem feminina. Começamos a falar de assuntos banais, como o tempo, livros que estávamos lendo, viagens que havíamos feito e coisas do gênero.

Depois de saber que ambos éramos solteiros, apreciadores de vinho e de boas leituras, Marcela se apressou em mudar o rumo da conversa: “Parece que temos muita coisa em comum. Será que você não gostaria de descobrir outras coisas pessoalmente?”.

Não acreditei no que ouvi! Já conversávamos havia duas horas, mas não havia passado pela minha cabeça encontrá-la. Não pensei que ela toparia sair com um estranho que fez uma ligação errada.

Inocentemente, perguntei o que mais ela queria conhecer a meu respeito. “Seu rosto, seu cheiro, sua pele e, para ser sincera, estou supercuriosa para saber como é seu pinto”, disse ela.

Dei uma risada bastante espontânea. Simplesmente, não sabia o que responder. Fiquei excitado com suas palavras e pela situação inusitada. Depois de alguns segundos mudo ao telefone, Marcela chamou minha atenção: “Posso ouvir sua respiração. Sei que está se tocando. Também estou, mas confesso que gostaria que você estivesse aqui pessoalmente”. Ouvi alguns gemidos dela – e já me masturbava loucamente.

Na verdade, queria me satisfazer sozinho e evitar um encontro que podia ser um desastre. Afinal, não sabia como Marcela era pessoalmente. Pedi uma descrição, mas ela apenas respondeu: “Tenho certeza de que você não vai se arrepender”.

Marcamos de nos encontrar em meia hora, em um motel conhecido da cidade. Quando cheguei, ela já estava à minha espera no quarto – não é brincadeira – número 69.

Vi a porta encostada e, de repente, fiquei nervoso. Pensei em voltar – mas entrei. Marcela estava deitada na cama. Olhava em meus olhos, sem vergonha alguma. Tinha uma taça de champanhe na mão e um morango na outra. Chupava a fruta vermelha com uma vontade que me fazia imaginar sua boca em meu membro.

Ela era magra e alta, com pernas longas e bem-torneadas. Tinha os cabelos longos e negros caídos sobre um par de seios de menina. Devia ter pouco mais de 20 aninhos e usava um vestido lilás um pouco transparente, que revelava a ausência da calcinha e do sutiã.

Quando me aproximei, Marcela me entregou sua taça e seu morango. Ficou com as mãos livres para abrir minha calça e sentir meu pau. Cobriu minhas bolas com sua boca e depois lambeu todo o meu cacete.

Fiquei louco. Arranquei sua roupa com uma facilidade impressionante. Ela tirou a minha da mesma forma. Logo, estávamos nus. Não tínhamos trocado uma só palavra desde que eu entrara no quarto, e eu já dominava seu corpo macio e sentia sua boceta molhada conforme a penetrava.

Nós nos beijamos com muita vontade e violentamente. Algumas de suas mordidas me machucaram, mas de uma forma deliciosa. Levantei seus braços e, com um lenço que estava em cima da cama, amarrei suas mãos na cabeceira.

Fiz dobrar suas pernas sobre seu corpo e os joelhos quase encostarem em seu rosto, enquanto continuava penetrando sua chaninha cada vez mais profundamente e com força. Gozamos fartamente, e por duas vezes!

Depois, Marcela me agradeceu pelo dia divertido, vestiu-se e deixou o motel. Permaneci jogado na cama por mais alguns minutos e logo voltei para minha casa. Lembrei-me, então, de que, em nenhum momento, peguei seu número de telefone, sobrenome ou endereço – mas, toda vez que faço uma ligação, torço para que nossas linhas se cruzem.