CONTO ERÓTICO
 

Eu, a adúltera


por Sandra Mendes


Desde pequena, sempre fui muito namoradeira e cedo descobri os prazeres do sexo. Com 15 anos, meu primeiro namorado, Ronaldo, me iniciou nos segredos do prazer a dois. Ele me ensinou a aproveitar o sexo forte e me fez aprender oral e anal, nunca com muito carinho, mas também sem violência.

Pouco mais velho que eu, ele soube aproveitar o que tinha nas mãos até completar 18 anos, quando me deu o fora. Chorei e rastejei, pedindo que não me abandonasse, pois o amava – mas isso só aumentou a convicção dele, que saiu vitorioso do namoro.

O tempo passou e trouxe dezenas de namorados, todos safados – mas quis o destino que me casasse com Jorge, puritano que via o sexo com muita reserva. Já completamos quatro anos de casamento.

Um belo dia, enquanto eu estava na feira de quarta-feira, encontrei meu primeiro ex-namorado. Ronaldo me reconheceu e me abraçou com saudades, dizendo que trabalhava na barraca de frutas finas. Fiquei sem palavras, mas não com raiva. Afinal, muito tempo havia passado.

Ele se ofereceu para me ajudar a levar a sacola até minha casa. Eu disse que não, mas ele insistiu e acabei cedendo. No caminho, disse que estava casada e ele, sem se preocupar, disparou:

– Mas teu marido é tão bom de cama quanto eu?

Odiei aquilo e disse que Jorge era maravilhoso. Mentira – mas, como amo meu marido, não fiz a comparação.

Quando chegamos, agradeci, tirando a sacola das mãos dele.

– Não vai me convidar pra entrar? – perguntou.

Cedi mais uma vez. Entramos na cozinha, e ele se ofereceu para me ajudar a guardar as frutas. Abri a geladeira e me abaixei para guardá-las, enquanto ele me passava os embrulhos. Já no segundo embrulho, senti sua mão roçar na minha bunda. Ignorei, achando que fosse sem querer – mas, no terceiro pacote, ele roçou de novo.

Antes que eu pudesse reclamar, Ronaldo segurou minhas nádegas e me encoxou. Tentei levantar para protestar, mas ele colou o peito nas minhas costas, me abraçando pelos seios enquanto a outra mão descia para o meio das minhas pernas.

– V-você não pode fazer isso... – tentei dizer.

Era tarde. Seus dedos penetraram por baixo da minha calcinha e encontraram meus lábios secos, que logo se umedeceram.

Meu ex agora me virava de frente. Segurando firme, sua boca grudou na minha, e suas mãos estouraram os botões do meu decote. Ele fez um comentário machista sobre como meus seios tinham crescido e arrancou também o sutiã. Enquanto isso, eu, já entregue, me livrava da saia e tirava a camisa dele.

Ronaldo se abaixou, mordeu um dos meus seios, me fazendo gritar de dor, me pôs sentada na pia da cozinha, abriu minhas pernas e ficamos ali, nos esfregando, por algum tempo.

– Onde é a sua cama?

Indiquei o caminho. Ele me carregou no colo.

Quando chegamos ao quarto, ele me jogou na cama e tirou a roupa. Ao ver o membro ereto, não pude deixar de comparar com o de Jorge, que perdia feio. Implorei que Ronaldo me fizesse mulher novamente.

Deixando as preliminares de lado, ele primeiro brincou comigo, usando um dedo; depois dois, depois três. Eu estava com tanto tesão que gozei. Ele, então, aproveitou a lubrificação do gozo e abriu minhas pernas, segurando-as no alto, enquanto arremetia pra dentro de mim, sem demoras, como era seu estilo.

Na primeira estocada, gritei, esquecendo-me de que fazia anos que estava dormindo com um homem bem menos dotado e mais calmo. Já me sentia novamente uma adolescente nas mãos daquele feirante enorme e, sentindo o ímpeto com que ele arremessava dentro de mim, joguei meus quadris pra cima. Via minha chaninha molhada engolir cada vez mais aquele mastro.

Repentinamente, Ronaldo gemeu alto e me segurou com força, quase me machucando, enquanto sua porra invadia meus domínios.

Ao mesmo tempo, gozei outra vez, arranhando suas costas e gritando como uma gata no cio, libertada do pudor de quatro anos de casamento. Agora, toda quarta-feira, vou à feira, onde trabalha Ronaldo – e ele sempre me ajuda a trazer as compras...