CONTO ERÓTICO
 

Festa particular


por Luciano Gomes


Tudo começou quando meu amigo Wallace me convidou para uma “festa fetichista”. Temática, a festa acontece em uma casa noturna na Zona Oeste de São Paulo, uma vez por mês.

Para entrar, é preciso trajar roupas específicas: todo de preto, indumentárias que façam referência ao universo fetichista ou sadomasoquista, ou ainda que tenham a ver com o tema do mês. Nada de jeans, camiseta, “roupa de trabalho”.

Wallace já era escolado nesse tipo de coisa – mas, como era minha primeira vez, resolvi não arriscar e optei pelo “man in black”.

Lá dentro, me deparei com personagens exóticos e interessantes: homens de espartilho, drag queens, mulheres seminuas, casais sadomasoquistas – de escravos e dominadoras, ou vice-versa.

Um desses casais me chamou a atenção: um homem corpulento de meia-idade carregava uma corrente. Na extremidade, presa por uma coleira, uma bela morena, de seios fartos e bundinha arrebitada, acompanhava-o, andando de quatro no chão.

A beleza da moça era estonteante, e, como Wallace também gostou dela, logo passamos a seguir o casal por onde quer que fossem. Em dado momento, a escravinha percebeu nosso interesse. “Ela gostou de você”, me disse Wallace – até que, ao receber permissão pra falar, ela cochichou algo no ouvido do mestre.

Minutos depois, o homem veio falar conosco. Foi bastante simpático, pagou cerveja... E, então, fez um convite insólito. Queria que trepássemos com a escrava dele em seu apartamento!

Achei estranho, mas Wallace me convenceu a ir – e, verdade seja dita, não precisou de muito esforço. A possibilidade de traçar aquela delícia me deixou de pau duro.

Já no apartamento e mais algumas cervejas depois, o mestre nos deu carta branca. Soltou a coleira da morena, que tirou a roupa e se ofereceu, pernas abertas, a mim e a meu amigo.

Ao ver a chaninha depilada, não resisti. Perdi toda a vergonha e caí de boca no grelinho suculento. Lambia forte toda a extensão da gruta, mordia de leve os lábios e me deliciava com os gemidos de prazer da escravinha.

Wallace também ganhou confiança, e, quando vi, ele enfiava o pau na boca da mulher. Enquanto isso, o mestre, sentado numa poltrona, batia punheta. Achei a situação um tanto quanto esquisita, mas o tesão não me permitia parar.

Tomado de desejo, fiz com que a gata ficasse de quatro, sem delicadeza. Acostumada, ela obedeceu sem tirar o pau de Wallace da boca – e, como recompensa, desferi dois tapas fortes na bunda enorme. Percebi que o mestre sorriu. A morena gritou, mas me olhou de forma provocante e desafiadora...

Não podia deixar que me desafiasse daquele jeito. Saquei da camisinha, cuspi na bundinha dela e, sem pedir licença, comecei a penetrar o cuzinho apertado. Na primeira estocada, ela pulou pra frente, deixou o pau de Wallace sair da boca e deu um gritinho.

Sem dizer uma palavra, puxei-a pela cintura de encontro a meu pau e fiz nova investida. Dessa vez, o cu cedeu, e a cabeça entrou. Ela gemeu alto, mas foi calada por Wallace, que voltou a foder sua boca.

Aproveitei para se-gurá-la com força. Enfiei devagar, mas sem re-cuar. A morena, a prin-cípio, tentou fugir – mas logo se rendeu e se limitou a produzir sons surdos e a suportar a invasão.

Quando senti que seu cu estava lasseado, bombei com força e passei a estimular o grelinho com a mão. A expressão de-la já era outra, de extremo prazer, e se refletia no boquete que fazia em Wallace. Meu amigo não demorou a esporrar e melar a boca da morena. Ela gozou quase ao mesmo tempo, encharcando minha mão.

Enquanto gozava, a escrava inconscientemente apertou seu cuzinho. A pressão foi demais pra mim, e, com jatos fartos, chegou minha vez de encher a camisinha. Caí, exausto e suado, por cima dela, enquanto o mestre sujava a poltrona.

Naquela noite, eu e Wallace fomos embora felizes. O mestre nos ofereceu toalhas, permitiu que tomássemos banho e nos deu dinheiro para pagar um táxi. Num acordo não-verbal, ninguém mencionou o nome de ninguém – e eu e Wallace já estamos nos preparando para a próxima festa...