CONTO ERÓTICO
 

Hora extra


por Vanderlei Morgado

 

Ela parecia uma mulher inatingível. Loira e sempre bem vestida, Fiona era uma solteirona de meia-idade, muito respeitada nas altas rodas da sociedade. Ocupava um cargo de prestígio no governo e estava sempre cercada de seguranças e de pessoas importantes como ela.

Eu era apenas um dos seus sete seguranças. Estava há pouco mais de uma semana trabalhando na equipe, na chamada “fase de experiência”. O serviço era duro. Todos os dias da semana, eram, pelo menos, 12 horas de jornada por turno. O salário não era dos melhores, mas as horas extras eram muito bem pagas.

Cada dia, um dos membros da equipe tinha a tarefa de fazer a vigilância noturna na casa da patroa. Sendo assim, finalmente chegou a vez do meu plantão – e eu estava bastante apreensivo!

Fiona sequer havia me dirigido qualquer palavra. A única instrução que me foi passada era a de que eu devia segui-la em todos os momentos e lugares, até que ela me dispensasse.

Saímos de seu escritório por volta das 22h. Em pouco tempo, chegamos ao seu prédio. Ao entrarmos no apartamento, Fiona, sempre séria, apenas me fitou com um olhar convidativo e se dirigiu ao quarto, deixando a porta entreaberta.

Ao chegar perto do cômodo, notei que ela estava se despindo. Recuei imediatamente, tentando fingir que nada tinha visto – mas a tentação foi maior e voltei a espiá-la. Apesar de ela já ter lá os seus quarenta e tantos anos, vi que ainda era bem gostosa. Tinha uma barriguinha sarada, uma tattoo do lado esquerdo da virilha e uma bunda deliciosa. Fiquei de pau duro.

Nesse momento, ela ligou uma banheira de hidromassagem. Estava entrando no banho. Então, veio a surpresa. Em tom ríspido, Fiona me chamou: “Vanderlei, o que você está fazendo aí parado?! Já tirou a roupa? Vamos logo!”

Atônito, fiz o que ela mandou. Tirei a roupa e comecei a beijá-la intensamente. Em pouco tempo, nossas mãos já percorriam cada centímetro de nossos corpos, como se fôssemos amantes de longa data. Eu não pensava em mais nada. Só queria aproveitar ao máximo aquelas “horas extras”.

Foi, então, que Fiona me puxou com força pelo braço e direcionou minha cabeça direto para sua boceta. Comecei a chupá-la com imenso tesão. Em pouco tempo, ela gozou. Insaciável, me disse: “Agora, é minha vez de te dar um trato”, já iniciando um boquetão. Lambia meu pau, sugava o meu saco....

Percebendo que eu ia gozar, pedi pra que Fiona deitasse na cama. “Vai devagar”, pediu ela. Comecei a enfiar com muito carinho. Ela gemia: “Mais fundo, vai, mais rápido”. Obedecendo ao pedido, acelerei até chegar à força total – e gozamos juntos, abraçados.

Cansado depois de tanta sacanagem, acabei adormecendo por alguns instantes – mas logo fui despertado com um copo da água lançado por ela em meu rosto. “Pode levantar, lindinho. Pra dormir comigo, você ainda vai ter que ralar muito”, disse, em tom jocoso.