CONTO ERÓTICO
 

Inesquecível


por Dr. Fernando Del Vogue

 

Esta semana, estava em meu consultório, no centro de São Paulo, aguardando uma paciente que não chegava devido ao trânsito insuportável da cidade. Parei na frente de meu notebook e resolvi escrever para passar o tempo, mas a inspiração não ajudava e a “síndrome da tela em branco” insistia em aparecer.

Resolvi, então, dar uma volta no consultório vazio, quando atendi um telefonema. Era minha paciente desmarcando o tratamento dentário.

Já estava pronto para ir embora, arrumando minhas coisas. De repente, do nada, encontro uma foto de minha família na gaveta. Devia ser de uns dez anos atrás, provavelmente do último Natal que passamos reunidos na casa da vovó em Pouso Alegre, sul de Minas.

Para qualquer um, a sensação de ver uma foto como aquela seria de nostalgia familiar - mas, para mim, fazia lembrar de uma só uma mulher: Jussara, amiga de minha tia. Eu a conheci em um Natal, quando tinha 20 anos.

Jussara era uma mulher atraente, mesmo do alto da sua maturidade, infinitamente superior à minha. Minha tia a apresentou, dizendo que aquela mulher estonteante passaria as Festas conosco, já que, naquele ano, não tinha conseguido visitar os pais em Londrina, no Paraná.

Cumprimentei Jussara com um beijo no rosto e pude sentir o quanto sua pele morena era macia... Jamais denunciaria sua idade, próxima aos 40 anos. Olhei-a de cima a baixo, mirando primeiro suas pernas bem delineadas, que a saia deixava à mostra. Quando dei por mim, estava com os olhos parados no par de seios perfeitos.

Não pude esconder o desejo que senti por Jussara. Lembro, inclusive, que, nos dias que se passaram, ela e minha tia acordavam sempre cedo para tomar sol na piscina. Eu as espiava pela janela do quarto, sempre muito excitado, o pau explodindo de tesão. Costumava me masturbar imaginando como seria bom sentir aquela pele morena e macia roçando meu corpo.

O Natal já havia passado quando meu tio resolveu fazer um churrasco na beira da piscina. A confraternização seguia ótima, até que Jussara se aproximou e comentou comigo e com meus primos que eu precisava sair pela cidade, conhecer os bares e as garotas de Pouso Alegre.

Concordei e sorri para ela, mas meus primos, que então estudavam para o vestibular, declinaram do convite e perguntaram se Jussara aceitaria fazer as honras da cidade para mim.

A morena, que vestia apenas um biquíni laranja e estava com a pele molhada de suor, escorrendo gotinhas por todo o corpo, aceitou de pronto a ideia, talvez antevendo o que estaria por vir - e me deixou completamente maluco.

Jussara, então, sugeriu que eu descansasse depois do churrasco, já que, às nove horas, iríamos a um bar dançante de que ela gostava. Era o lugar ideal para eu conhecer, disse.

Na hora marcada, minha mãe, vovó e meus tios assistiam a um filme; meus primos estudavam concentrados para o vestibular; e Jussara estava deslumbrante num vestido colorido, de estampa de flores, me esperando na garagem.

A bela morena exibia um decote ousado e, com as coxas saradas à mostra, pediu que eu entrasse no carro. Afinal, se chegássemos tarde, disse, não entraríamos.

Entrei e seguimos caminho - e eu não desgrudava os olhos daquele decote.

Jussara certamente percebia tudo, mas acho que queria fazer uma surpresa. Tanto que, de repente, numa rua um tanto quanto deserta, seu carro parou. Defeito. Ela saiu para olhar e disse que não tinha jeito: teríamos de chamar o guincho.

A morena voltou a entrar no carro e passou a me olhar fixamente, um par de olhos negros que, ao contrário dos meus, me devorava por inteiro, sem disfarçar.

Sem falar nada, apenas sentindo as duas respirações mais ofegantes, os dois corações batendo mais devagar, Jussara se aproximou do meu rosto e beijou a minha boca ardentemente, fazendo com que nossas línguas desfilassem em um baile delicioso.

Abracei-a e sussurrei em seu ouvido que tinha vontade de estar com ela desde a primeira vez que a tinha visto. Jussara sorriu e disse que também não estava mais aguentando os olhares que eu lhe dirigia todos os dias.

Ouvir aquela confidência fez meu pau explodir de tesão. Experiente, Jussara notou e prontamente abriu minha calça e liberou meu mastro que, nessa hora, já estava quase rasgando a cueca.

Sem fazer cerimônia, passou a beijar e chupar toda a minha rola com uma vontade que nenhuma das menininhas com quem eu já tinha transado havia demonstrado.

Jussara dedicava longos e preciosos minutos lambendo e sugando as bolas do meu saco e me levava à completa loucura.

Aquela boca de veludo foi demais pra mim, e eu já estava quase gozando, pronto para sujar todo o rosto dela - quando segurei nos cabelos escuros e lisos e pedi que parasse. Em seguida, coloquei minhas mãos no decote e liberei aqueles seios divinos.

Beijei e lambi toda aquela fonte de prazer maravilhosa. Jussara gemia baixinho no meu ouvido. Como diz um amigo meu, os peitos eram tenros.

Rasguei a calcinha de Jussara e pude conferir o quanto sua bocetinha estava encharcada. A mulher estava louca de tesão, tanto quanto eu!

Jussara não resistiu e, sem ao menos tirar o vestido, sentou no meu pau ali mesmo, dentro do carro com supostos problemas mecânicos. Cavalgando com força no meu membro, ela não estava preocupada com o carro, muito menos com os problemas de suspensão que aquele sexo selvagem poderia render.

Em minutos, gozamos intensamente, os dois praticamente juntos. Jussara se recompôs e, sorrindo, ligou o carro - que funcionou normalmente! -, dizendo que terminaríamos aquela noite em um motel próximo.

Transamos muitas outras vezes, tanto naquela noite como nas férias seguintes, até que Jussara voltou a morar em Londrina. Eu nunca mais a vi - embora minha tia diga que ela sempre pergunta por mim...