Marika Bodilis: a nova – e linda – diretora da Private

por Valter José

Como a vida nos surpreende! Era uma vez um grande diretor francês de nome Hervé Bodilis, titular de uma das maiores e melhores produtoras pornôs do mundo: a Marc Dorcel.

Bodilis, herdeiro de Andrew Blake, discípulo de Mario Salieri, filho da tradição de Michel Ricaud e Pierre Woodman. Bodilis, que adotou o estilo plástico claro-escuro, em que havia mulheres lindíssimas – russas, tchecas e húngaras – usando lingeries suntuosas e finas, praticando sexo fino e requintado.

Bodilis, que nos deu séries incríveis, como Pornochic, Russian Intitute e algumas outras, e que parecia ser o gênio individual e autônomo que tirava todas aquelas lindas imagens de sua cabecinha privilegiada.

Entretanto, por trás desse sucesso todo e do reconhecimento do diretor, escondia-se Marika Bodilis, a esposa de Hervé. Era ela que escolhia as lingeries, operava a câmera, cuidava da iluminação e era também a responsável por grande parte da atmosfera visual das cenas. Só agora, em 2013, o mundo fica sabendo, mais uma vez, que, por trás de um homem bem-sucedido, encontra-se uma mulher.

  

Excepcional

Marika Bodilis é essa mulher, que ficou muito tempo nos bastidores, esperando estoicamente sua vez, à sombra do marido famoso. Tão linda e fina como as também húngaras dos filmes do seu hoje ex-marido, ela conta que aprendeu a falar francês lendo livros e revistas. Como foi sempre decidida, esperou a hora certa de voar com as próprias asas.

Hoje, casada com um tal de Stephane Donati, recebeu o convite dos ingleses, que hoje comandam a gigante Private, para estrear na direção, já em uma grande produção. Trata-se de um filme cujas ações se passam no torneio de tênis de Roland Garros e que foi realizado em janeiro/2013, para ser lançado durante o torneio na primavera no hemisfério norte.

Marika Bodilis é muito mais bonita que as atrizes do vídeo, como Emy Russo, Julie Valmont e Lana Fever. Pele de seda e branca, cabelos lindos e negríssimos, porte de rainha, sem contar toda aquela famosa elegância misteriosa à francesa, ela é excepcional.

No entanto, a gata não é só beleza, sensualidade e elegância, mas também talento e liderança. É ela que encabeça um elenco de atores e atrizes francesas, uma equipe técnica húngara, sem contar os donos ingleses da Private – e, apesar de toda essa Babel de sons e idiomas, mantém a pose de Cleópatra linda e perene.

          

 

Imagens: Reprodução arquivo pessoal (Facebook)