CONTO ERÓTICO
 

Marlene, a devassa


por Marlene Soares


Meu nome de batismo é Marlene Soares, mas meu apelido aqui na Lapa, bairro carioca onde moro desde menina, é “A Devassa”. Um nome um tanto quanto injusto, já que todas as mulheres aqui da região chifram o marido, sem exceção.

São cocotinhas até bem casadas – com filhos de banqueiro, com filhos de bicheiro –, que não fazem a mínima questão de disfarçar quando têm um caso novo. Outro dia mesmo, vi a Lucinha, casada com o bigode da padaria, saindo com Jorginho da Dona Cleusa. Assim, na caradura, e em plena luz do dia.

Aí, meus amigos, quando eles vêem uma mulher madura, mas enxuta como eu, com um marido que não serve mais pra nada, que não dá mais no couro há cinco anos, chamam-me de “A Devassa”. Está certo? Oras, uma mulher também tem suas necessidades... Depois, já dei muito pro Osvaldinho, meu esposo. Agora, dou pra quem eu bem entender.

Uma das minhas histórias boas e recentes foi com meu amigo taxista, Montenegro. Ah, Montenegro! Um tipo de homem que não se faz mais: alto, elegante, vaidoso, mas sem essas frescuras de “metrossexual” ou o que for – e o mais importante: sabe como tratar uma mulher. Nosso passeio começou quando encomendei uma corrida de táxi para ir à Igreja da Penha pagar uma promessa.

Eu e Montenegro éramos amigos de tão longa data que nem imaginava transar com ele, mas sabe como é... Mulher casada com marido impotente mais homem solteiro e sozinho desde os tempos de Roberto Carlos e sua trupe... Quando me dei conta, já estava no banco de trás do carro, num beco calorento do Rio, suando em bicas.

“Ai, meu amor...” – por que todo mundo vira meu amor nessas horas, nunca compreendi –, “desce mais um pouquinho”, dizia a Montenegro, enquanto ele me puxava a saia, me prendia entre suas pernas e me chupava o pescoço inteirinho. “Ah, Montenegro. Vai, me come toda! Sou tua”.

Fui tirando a blusa e o sutiã pra que ele me chupasse mais e mais e me lambesse toda nua, apesar do perigo de os pedestres passarem e verem toda aquela sacanagem. Ah, mas eu queria é que passassem mesmo e vissem como eu sou gostosa, como meus peitos são formosos e como minha bocetinha é de moça nova, toda apertada. Mais: queria que vissem como estava feliz com aquele homem sobre mim!

“Me deixa ver sua chaninha e lamber gostoso”, sussurrava Montenegro em meu ouvido. Era um negão com um pau enorme e muita testosterona correndo nas veias, aquele taxista. Eu já não via a hora de ser penetrada, mas ele só me estimulava mais e mais pra que eu ficasse em ponto de bala mesmo! “Você está tão gostosa, tão molhadinha, tão...”, suspirava aquele macho de quase dois metros de altura, o meu Deus de ébano. Eu só perguntava pra mim mesma: “Como eu não tinha dado pra esse negão ainda?”.

Montenegro ofegava e se esfregava em cima de mim, procurando o orgasmo. Sentia meu corpo suado embaixo dele e o seu pau quentinho e pulsante, finalmente, lá dentro. De repente, ele parou e me perguntou: “Meu bem, qual foi a última vez que você fez amor? Você é tão justa!”.

Montenegro tinha três qualidades: era um negão lindo, era romântico e era ignorante o bastante para nunca ter ouvido falar de contração dos músculos vaginais com a prática do pompoarismo.

Já se passavam trinta minutos, e o negão continuava ali, firme. Fui obrigada a animar um pouquinho a coisa: “Vai, Montenegro, fode, vai! Fode bem gostoso!”; “Você gosta quando aperto sua bundinha assim?”; “E quando eu ponho meu dedo bem no seu cu, assim?”.

Aí, não teve jeito: Montenegro gozou em bicas! E, acabado, deitado ao meu lado, ele me pediu “só mais um favor”: “Me deixa comer teu cu, Marlene?”; “Mas é tudo que eu queria!”.

Não falei só pra agradar! Sinceramente, gosto mesmo de ver um membro bem grande enfiado lá atrás. Bem diferente de outras mulheres, que restringem seu prazer a apenas um buraco da sua anatomia, eu quero mais é gozar por todos os poros!

Bati uma punhetinha para Montenegro esquentar um pouquinho, e o meu negão veio todo excitado e feliz por trás. Cuspiu no meu cu pra lubrificar e enfiou com vontade.

Não posso mentir que não dói. Doeu muito! Mas é uma dor tão boa e que vale tanto a pena, que enfrento – e gosto... “Vai, negão, vai! Enfia até as bolas! Eu quero sentir teu pau! Ah, isso vai esfrega aqui na frente também!”; “Esfrego, meu tesão! Eu quero te fazer feliz”. Carinhoso até no sexo anal, Montenegro é realmente uma criatura impressionante.

Embevecidos de prazer, nossos corpos quentes e molhados anunciavam nosso segundo gozo, iminente. “Goza comigo, goza comigo, negão! Me chama de puta, me chama de devassa”; “Não, Marlene”, relutava; “Vai, me chama! Vai, gostoso!”; “Então, goza pra mim, sua puta devassa, a puta mais linda que eu já vi na minha vida!”.

Fui ao delírio junto com Montenegro. Encharquei seu pau monstruoso, que me inundou fartamente por dentro. “Foi um tesão, não foi, Montenegro?”; “E como, Marleninha! Foi muito gostoso! Valeu a corrida”; “Agora, toca pra casa que eu ainda tenho de cuidar do jantar pro Osvaldinho!”.