CONTO ERÓTICO

MULHER CINCO ESTRELAS
Por Renato Costa

Sou um homem de negócios e costumo viajar bastante a trabalho. Por causa disso, nunca consigo manter uma relação por muito tempo e, algumas vezes, apelo a garotas de programa para me satisfazer.

Geralmente, nos bares dos grandes hotéis, sempre há prostitutas. São totalmente diferentes das mulheres que ficam rodando bolsinha nas esquinas. As garotas que aparecem nos cinco estrelas são muito mais bonitas, mais elegantes. Sabem se vestir, se comportar e, mais importante, manter a discrição.

Semana passada, eu estava sentado em uma mesa, tomando um uísque sozinho, quando uma mulher veio até mim. Ela usava um vestido preto que ia até os joelhos. Seu cabelo era castanho-claro e estava preso em um coque. Alguns fios escapavam e enfeitavam seu pescoço. Meu olhar foi logo atraído pelo colar de ouro, bem comprido, que caía dentro de seu profundo decote. Parecia muito refinada e tinha movimentos elegantes e delicados. Ela pediu permissão para sentar comigo porque o bar estava cheio. Disse que não ia se demorar, apenas aguardava alguém. Nós nos apresentamos e começamos a conversar.

Ela não falou muito a seu respeito, apenas disse que se chamava Luana. Eu, pelo contrário, adorei a companhia e contei tudo sobre meu trabalho e minha vida nômade. Estávamos bastante entretidos. Até que o celular dela tocou
Pelo que pude ouvir, o encontro tinha sido desmarcado. Quando desligou, Luana parecia um pouco decepcionada e tinha um olhar triste que tentava esconder. Logo, se recompôs e retomou a conversa sem esclarecer o que tinha ocorrido, mas algo nela estava diferente.

Percebi que começava a flertar comigo de forma bastante sutil. Gestos singelos, como um toque de mão acidental e um olhar mais profundo e sedutor. Depois de mais alguns minutos de conversa, ela se aproximou do meu ouvido e perguntou, com uma voz sensual, se eu queria me divertir. Eu já esperava por isso e respondi que dependeria de quanto fosse preciso para isso acontecer. Ela riu e ficou ruborizada. Parecia não esperar por uma pergunta dessas.

Luana me perguntou quanto eu estaria disposto a pagar. Fiz minha oferta, e ela sorriu. Pegou a chave do meu quarto, que descansava sobre a mesa, e levantou-se. Calmamente, terminei minha bebida e, depois do último gole, me levantei pronto para uma noite de prazer.

Quando cheguei ao quarto, a porta estava encostada. Entrei e a flagrei completamente nua sobre a cama. Mantinha apenas o longo colar que caía sobre seu seio esquerdo. A luz estava fraca, mas conseguia vê-la nitidamente. Seu perfume inebriava o quarto e me envolvia. Fiquei observando-a por alguns instantes. Luana, então, começou a se tocar delicadamente. Suas unhas vermelhas brincavam com o grelinho. Lambia o dedo e o fazia escorregar por todo o corpo, acariciando seus seios e depois penetrando a bocetinha lisinha, sem pêlo algum.

Peguei minha carteira e separei o dinheiro combinado, deixando-o sobre o criado-mudo. Aproximei-me e, antes que arrancasse minhas roupas, Luana se levantou e me ajudou a tirar peça por peça, com bastante calma. A lentidão de seus movimentos fazia meu tesão aumentar.

Agarrei sua bunda, aproximando seu corpo do meu para fazê-la sentir meu pinto. Soltei seus cabelos e, agarrando-os bem forte, fiz com que se abaixasse para chupar meu membro. A seu pedido, chamei-a de vagabunda, piranha e putinha.

Cada vez que ouvia essas palavras, Luana gemia mais.
Bati meu pênis em sua cara algumas vezes e lhe empurrei para a cama. Deixei-a de quatro e enfiei meu pau em seu corpo. Ela gemia como uma cadela e se deliciava quando eu estapeava sua bundinha arrebitada.

A cama balançava com nosso movimento, cada vez mais intenso. Deitei-me e deixei que ela cavalgasse um pouco em cima de mim. Seus seios balançavam enquanto ela subia e descia. Admirei sua beleza e sua excitação.

Quando eu já estava quase gozando, Luana parou. Sentada sobre mim, apertou sua bocetinha e prendeu meu pênis. Aproximou seu rosto do meu e pediu baixinho: “Eu quero que você coma meu cuzinho!” Não podia resistir a um pedido tão doce. Virei-a de costas e penetrei violentamente seu rabinho. Gozei rapidamente, e ela também. Depois, enquanto chupava a porra que tinha deixado em seu corpo, me excitei novamente. Para me satisfazer, ela me fez deitar e novamente fez um boquete em mim. Sua língua macia percorreu todo o meu membro e, com sua boca, envolveu minhas bolas.
Com as mãos, ela repetia o movimento que fazia com os lábios. Quando gozei de novo, nenhuma gota caiu sobre a cama: ela engoliu tudinho, cheia de vontade, como se fosse uma taça de champanhe.

Eu adormeci ao seu lado, esgotado. Pela manhã, o dinheiro ainda estava sobre o criado-mudo, e Luana já havia ido embora. Na noite seguinte, eu fui novamente ao bar e lá estava ela. Conforme me aproximava, Luana parecia mais e mais constrangida. Perguntei porque não tinha levado o dinheiro.
Ela desconversou e disse que eu a estava confundindo com outra pessoa. Atrás de mim, chegou um homem distinto. Luana nos apresentou: “este é meu marido e este é um homem que me confundiu com uma de suas ex-amantes”.

Percebi, então, que ela não era uma prostituta, apenas uma mulher entediada e frustrada com a ausência do marido. Provavelmente, não fui seu primeiro e nem último cliente. Entrei no jogo dela e pedi desculpas pela confusão. Nós nos despedimos e, como acontece com todas as outras mulheres da minha vida, nunca mais nos vimos.