CONTO ERÓTICO
 

Noite de prazer


por Cris Zamora

Era uma festa do tipo que eu gosto: comida e mulher à vontade. Aprecio tudo que é "à vontade", principalmente sexo – e isso eu certamente encontraria na casa do meu amigo gringo.

Marcello Giovanni, um italiano desses que vêm ao Brasil e traçam qualquer gatinha "caça-estrangeiros", é o melhor amigo que um homem pode ter. Arranja uma transa de qualquer idade, cor e sexo – e, quando cheguei àquela baladinha na sua cobertura, me certifiquei disso mais uma vez.

A festa era uma profusão de brasileiras mulatas da melhor qualidade, argentinas loiríssimas e italianas que... Mamma mia! E as españolitas? Meu amigo, eram um caso à parte... Tinha de tudo: de balzaquianas a ninfetinhas! Todas bronzeadas de sol e contentes por exibir suas marquinhas de biquíni. Que tesão!

Era pena que todas aquela filhas de Cervantes estivessem acompanhadas de um Sancho Panza qualquer – mas, mesmo assim, concluí que não seria difícil dar uma com aquela gostosinha, Susana, namorada de um paspalho francês.

Ela me dera os sinais, me olhando com desejo e me apontando a porta do banheiro. Entrei sem ser visto e tranquei a porta, mas tinha de ser rápido para que não dessem por falta da lolita.

Usted es muy guapo. Es brasileño?

Sí, y yo no hablo español, chica! Pero sé hacer otras cositas.

Ah, sí? Y o qué?

Minha resposta foi um beijo violento na safadinha, espremendo meu corpo contra a parede daquele banheiro gelado – mas estava bom assim.

Amo mulheres de atitude, e a chica tinha isso e muito. Estava espantado de ver aquela branquinha perder a pouca vergonha que lhe restava, me tirar as roupas com energia e me lamber o corpo todo tal qual uma mulher experiente.

Le gusta cuando chupan su polla? – perguntou ela.

– O quê?!

Não tinha entendido bem o que era polla até que ela abaixou minhas calças. Ah, como chupava gostoso a gringa! Começou bem devagar, só com a língua passando em volta, segurando bem, mas sem apertar.

Depois, lambeu o saco, para, em seguida, usar sua boquinha da forma mais perfeita, envolvendo a cabecinha e sugando forte e rápido enquanto segurava minhas bolas. Demais!

É verdade que os espanhóis devem ter hábitos bem estranhos, porque, a certa altura, ela me virou no chão frio e começou a lamber meu cu e pôr aquele dedinho fino com uma certa delicadeza. Foi bom, mas eu tive que dizer depois de alguns minutos:

– Quero gozar quente em cima de você!

Não entendi bem a fixação dela por cus, mas amei! Ela preferia de ladinho: não curtia muito ficar de quatro. Tudo bem por mim. O que interessava era ter aquele cu só pra mim, nem que fosse só por alguns minutos.

Deitado, peguei forte aqueles peitinhos que eu já tinha chupado feito um bezerro, pus meus dedos no grelinho para lhe dar mais prazer e enfiei meu pau nela.

Tiene una polla larga! – gritou ela.

Não liguei. Enfiei mais fundo e terminei por gozar dentro, bem quentinho. Ela também estava toda molhada, e eu podia sentir seu cheiro de sexo. Era um cheiro forte e doce. Uma delícia!

Minutos depois, já estávamos devidamente vestidos e fora dali. Ninguém havia percebido. Somente nossos sorrisos podiam denunciar nossa luxúria.

Na despedida, talvez por culpa, a espanhola foi mais seca comigo. Já o namorado, quanta civilidade! Em mau português, me disse:

Obrigado por la hospitalidade. Yo y Susana gostamos muito de ustedes, brasileños.

Ah, sim! Pude sentir isso. Também foi um prazer muito grande conhecê-los...