CONTO ERÓTICO
 

O chamado


Por Samantha Lins


– Você pode passar hoje aqui? Meu marido vai viajar.

Foi o sinal para que ele fosse voando pra casa! Éramos colegas de trabalho e dividíamos o mesmo setor, mas ninguém desconfiava de nossa relação, pois éramos extremamente discretos. Dirigíamos somente palavras cordiais um ao outro – mas, sempre que podíamos, nos encontrávamos às escondidas.

Era a única maneira. Ele também era casado e, pior, tinha três filhos pra criar. Nunca ia deixar a esposa. Ademais, minha situação também era muito confortável para que eu pensasse em abandonar meu marido.

O relógio batia 7 horas “da noite” do horário de verão quando ele chegou. O sol ainda era forte lá fora, e ele suava em bicas sob aquele terno Armani bem cortado.

Tratei, então, de deixá-lo mais à vontade. Primeiro, o paletó. Depois, a camisa, que revelou um torso com poucos pêlos e bem delineado pela academia que ele não cabulava nenhum dia.

Fui tirando peça por peça até que ele estivesse nu sobre minha cama, me olhando com cara de menino que quer brincar. O pauzão já estava duro pra mim. Modéstia à parte, não era difícil. Afinal, eu, uma morena mignon de pernas grossas, seios empinados e carinha de safada, sei que tenho cá meus encantos.

O membro era uma delícia. Eu já o havia experimentado. Caí de boca naquele pinto grosso e macio, e, ajoelhada, conseguia ver a cara dele, de quem estava gostando demais.

– Samantinha, você sabe que você me deixa louco, né? Só você me chupa assim – dizia ele.

Continuei massageando as bolas e chupando gostoso, até que meu amante afastou minha cabeça. Era um gentleman e não queria que eu engolisse a porra dele – mas eu queria.

Fiz como quem não se importava e continuei passando minha língua e fazendo carinho no membro rijo até que o primeiro jato quente chegou à minha garganta. Nada como ver seu homem gozando!

Já relaxado, ele se deitou sobre minha cama de casal. Nós dois nus, conversando banalidades.

– Desculpa, amor, não era pra eu ter gozado tão rápido. Eu queria tanto te comer... Mas já sei o que posso fazer pra te deixar mais contente...

Dito isso, olhou-me com aquele olhar de safado que só ele tem e foi percorrendo meu copo nu com seus beijos até chegar à minha bocetinha. Ele gostava dela como ela era. Bem peludinha, bem gostosa, bem molhada. Lambia gostoso, enquanto pressionava aquelas mãos pesadas sobre mim. Ah! Era tudo que eu podia querer da vida!

No entanto, depois de um instante de felicidade, um barulho de chaves na porta nos paralisou. Céus, o que eu ia fazer? Morávamos no 13º andar, não podia despachar meu amante pela janela.

Pus meu robe o mais rápido que pude e vesti a cara mais santa que consegui fazer.

– O que aconteceu, amor?

– Ah, a droga daqueles aviões continuam atrasando! Tô bravo! Mas agora só posso ir amanhã...

Isso era algo interessante sobre meu marido. Por mais puto que estivesse, ele não pronunciava palavrões na minha frente. Nunca diria “a porra do avião atrasou”.

– Hummm... Então, acho que vamos ter de te acalmar, né?

– Acho que sim...

Fiz o mesmo procedimento que fizera com o outro. Tirei terno, camisa, cueca e levei meu marido à loucura com aquela chupação toda. Já relaxado, ele dormiu nos meus braços. Era a deixa para o Paulo, que havia ficado no quarto, sair.

Com a pasta na mão, ele veio na ponta do pé. Olhou a cena. Eu e meu marido nus no sofá. Achou graça e saiu depois de me dar um beijo na testa.

– Boa noite, minha linda.