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O TCHAN DE LUANDA BOAZ


Por Giovanni Massimo
Luanda Boaz e Sheila Mello têm muito em comum. Ambas são loiras e lindas, são modelos e dançarinas espetaculares, têm avantajados “porta-malas”, ficaram famosas e disputaram o concurso “A Noiva Loira do Tchan”, destinado a preencher uma das vagas femininas do grupo É o Tchan.

No entanto, ao contrário de Sheila, Luanda não levou o grande prêmio. Entre mais de 2 mil loiras, ficou em terceiro lugar, e muitos marmanjos se entristeceram com a perspectiva de não ver mais essa delícia nos palcos e na tevê...

Linda e polêmica

Felizmente, foi apenas um breve momento. Graças aos deuses, essa vascaína de coração provou que atitude e força de vontade não lhe faltam.

Eclética e fã de Ivete Sangalo, Jota Quest, Calypso e Alexandre Pires, a loira arrasou na mídia: foi mais de cinco vezes capa de revistas masculinas – incluindo esta que o leitor tem em mãos – e posou para um belíssimo ensaio no site Vírgula (www.virgula.com.br). Conta-se que, assim, realizou um grande sonho seu: ser fotografada nua – e, de quebra, resolveu mexer o corpo de uma... Maneira diferente. Exibiu todo o gingado em três fi lmes pornôs de uma conhecida produtora nacional, o que foi bastante comentado na imprensa. Cenas desses filmes, você confere neste exemplar de Sexsites DVD Stars, com exclusividade.

Suas incursões no mercado erótico, no entanto, geraram polêmica. Convidada a desfilar por uma famosa escola de samba do Rio de Janeiro em 2007, Luanda se viu dispensada às vésperas do Carnaval por puro preconceito. Vingada pelas forças superiores, viu a escola ser rebaixada e deixar o grupo especial.

Além disso, alguns “fãs” confundiram as coisas e passaram a espalhar boatos de que a loira prestava serviço como acompanhante. Intriga da oposição! A moça trabalhou como uma atriz profissional e, por sinal, infelizmente não aceita mais atuar nesse tipo de produção.

Sua assessoria informa que Luanda não faz mais fi lmes e está “se dedicando a novos projetos de dança”. Por isso, caro leitor, esta talvez seja sua última oportunidade de ver a gatinha em ação...

Da academia para a cama

Canceriana do dia 14 de julho de 1980, Luanda Boaz nasceu na cidade do Rio de Janeiro e, desde cedo, aprendeu a correr atrás de seus objetivos. A loiraça começou sua carreira em um grupo de lambaeróbica, a Companhia de Lambaeróbica do Professor Junior. Apaixonada pela dança, passou depois pelo Grupo Lambalanço e pela Caravana do Magu, até se tornar nacionalmente conhecida pela participação exitosa que lhe rendeu a “medalha de bronze” no concurso “A Noiva Loira do Tchan”, em 2003, destinado a encontrar uma substituta para Sheila Mello.

O fato de não ter ganhado não a impediu, porém, de alçar vôos mais altos. Independente e profissional de mão – e outras partes– cheia, a gata chegou a integrar uma das bandas do Tchan, a Swingueira do Bicho.

A loira chegou a sair seis vezes em capas de revistas antes de Sexsites DVD Stars e conta diversas aparições no rádio e na tevê. Uma das mais divertidas foi na versão radiofônica do humorístico Pânico, no qual teve a oportunidade de mostrar sua veia cômica e, ao mesmo tempo, ácida.

Em 2007, seus filmes pornôs começaram a chegar ao mercado, e Luanda não teve papas na língua ao dizer que atuou por questões financeiras. Infelizmente, o contrato já venceu e, segundo a assessoria, ela não pretende renovar. A loira agora voltou à dança, sua primeira arte, e está se dedicando a novos projetos.

Esportista e apaixonada por lasanha e champanhe, Luanda se diz ciumenta e, no sexo, foi precoce: conta que sua primeira vez aconteceu com apenas 16 aninhos. Fã de Gloria Pires, Reynaldo Gianechinni e U2, considera Fernando de Noronha a “viagem dos sonhos” e, no próprio corpo, gosta mais dos olhos – tão diferente de nós outros, que admiramos outras partes mais picantes, não? Nos homens, admira a boca.

Sobre as dificuldades na gravação de um filme pornô, Luanda comenta que a maior foi ter se sentido envergonhada. Não é para menos, pois a loira se diz tímida e considera que essa é, inclusive, sua maior dificuldade profissional.“Fiquei muito nervosa [...]. Câmera, iluminador, a equipe toda lá...”, disse ela no Pânico. Sorte nossa é que há um porém: “Mas depois você perde a vergonha e acaba se acostumando com o pessoal”.