CONTO ERÓTICO
 

Viciada em trabalho, viciada em sexo


por Emanuella Lizzi


Workaholic confessa, eu passava os dias respondendo e-mails e me ocupando de orçamentos. Chegava em casa e me lembrava, na cama, dos milhares de spams que teria de deletar no dia seguinte. Nos fins de semana, a situação era ainda pior!

Alguns colegas me diziam que toda a minha ansiedade e total incapacidade de me relacionar com gente era, de fato, um problema de falta de rola. No íntimo, eu sabia que era isso mesmo. Meu último namorado havia sido um dentista que preferia jogar rugby do que dar uma trepadinha e dormir. Bater uma siririca não me completava mais.

Também já estava cansada de todos os meus livros de autoajuda que me explicavam como fazer um homem se apaixonar por mim. Àquela altura, eu estava pouco me fodendo se o próximo cara estava apaixonado. Precisava era dar desesperadamente.

Foi quando conheci Marcelo no metrô. Estava atrasada para o trabalho e olhava o relógio nervosamente quando percebi aquele homem de quase 1,90 m me fitando. Ele desceu umas três estações antes da minha – mas o segui, por instinto.

– Que bom que você desceu!

– Por quê?

– Achei que uma gatinha como você nunca olharia para mim e que seria a última vez que nos veríamos. Você está atrasada?

– Não – disse, seca. Jamais poderia estar atrasada para algo que não fosse encontrar aquele homem.

Fomos andando e conversando sobre coisas desimportantes, mas que nos conduziam mais rápido para a cama.

– Moro por aqui. Você quer tomar um café? – perguntou ele.

Descemos uma ruazinha estreita, bem arborizada até cairmos num prédio bizarro para os padrões da capital.

– Sabe, eu vivo na noite por causa da profissão e preciso de um respiro às vezes.

– Você é garoto de programa?

– Não. Sou DJ. E você?

– Não, eu não. Quer dizer: sou secretária bilíngue.

– E que mais você faz de bom? – disse se aproximando, me tateando.

– No momento, nada.

– Quer fazer? – e, nesse momento, já ajoelhado e ciente da fragilidade e da minha carência, puxou meu queixo para um beijo quente.

“Ai, que língua gostosa”, eu pensava, já com minhas pernas rodeando o corpo dele e na cama dele.

Marcelo tirou minha roupa em dois tempos e deixou a calcinha para o final, como quem vai a um restaurante por quilo e reserva a lasanha para o fim do almoço. Eu só gritava “me chupa”.

– Chupo, meu tesão. Vou chupar essa xoxotinha gostosa como ninguém nunca chupou.

E me chupava mais. Quando parava, era para dizer: “Hummm, sabia que você é uma delícia?”. Eu puxava a cabeça dele de volta para onde ela devia estar e acariciava meus mamilos enquanto ele se lambuzava.

– Toca uma siririquinha pra mim, toca. Aí, quando você gozar, eu quero beber seu gozo.

Não acreditei que ele faria aquilo! Mas continuei me tocando e curtindo ver aquele momento em que ele abocanhava meus bicos e sugava. Era tudo tão bom que realmente gozei. Bem rápido. Fazia muito tempo!

Marcelo conferiu com os dedos se eu estava realmente molhadinha para depois me chupar toda.

– Nossa! E não é que você fez mesmo?

– E por que não faria? E é muito gostoso, viu? Deixa eu entrar em você?

– Pode, gatinho, pode.

– Monta em mim, então!

E fui toda peladinha e serelepe montar no DJ, que gozou rapidinho, rapidinho. Vai ver tava na seca também, o que eu duvido, lindo como ele era.

Fiquei abraçadinha com ele, beijando loucamente o gatinho que ainda tinha na boca um pouco dos meus líquidos. Esqueci do trabalho e decidi ficar transando gostoso o dia inteiro.