Wiska: de atriz pornô a refugiada

por Valter José

No primeiro DVD da série Russian Angels, de Christoph Clark, ela atua no terceiro episódio em um mini-gang bang com três dos mais infames atores europeus, em uma sequência de quase 40 minutos, com três profundas penetrações anais, duas ou três duplas penetrações (em várias posições), várias sequências de sexo oral; com dois pênis na boca – e, mesmo assim, não é ela a capa do DVD, mas sim a também incrível Cherry Jul, com asas cintilantes de anjo.

No entanto, quem assiste a Russian Angels não consegue esquecê-la. No meio daquilo tudo, ela não perde a graça, não perde a elegância e, muito menos, a beleza. Essa maravilha se chama Anastasia Grishay e usa, no pornô, o pseudônimo de Wiska.

  

Perseguição e refúgio

Wiska, na verdade, não é russa, mas ucraniana, nascida em 17 de novembro de 1985. Começou no pornô aos 19 anos, com os seus 1,70 m de altura e 55 kg. Pobre, como muitos ucranianos, entrou para o pornô se passando por russa, para ganhar algum dinheiro e fazer crescer o prestígio e a conta bancária de alguns produtores.

Em 2010, porém, as coisas se tornaram ainda mais difíceis para a nossa Wiska. Ela passou a ser perseguida pelas autoridades ucranianas, que ameaçaram tirar dela a guarda dos seus três filhos, acusando-a de produzir e distribuir material pornográfico.

Uma mentira. A loira não era nem produtora nem distribuidora, apenas uma atriz pornô bem ativa – que fazia anal, gang bang, dupla penetração, inter-racial e dilatação anal, além de cantar aos quatro ventos sua adoração pelos homens negros. Mesmo assim – que pecado! –, todas as fitas em que atuava foram banidas da Ucrânia.

   

Wiska em um protesto pelo seu próprio asilo em frente ao parlamento em Kiev, capital da Ucrânia. O cartaz disso: “Tire suas mãos de meus filhos!” (Foto: Reprodução Kaycee Weezy!)

Nossa maravilhosa Anastasia Grishay, entretanto, não se deixou abater e deu às autoridades ucranianas duas respostas. A primeira foi pornográfica: atuou em um gang bang intitulado Wiska’s Revenge (A Vingança de Wiska). Aqui, ela transa com três negros sortudos, que enfiam chantilly no ânus dela e depois comem a saborosa mistura. Claro que, mais uma vez, foi processada por obscenidade.

A segunda resposta foi política. Wiska entrou para o famoso e celebrado grupo feminista ucraniano FEMEN, que a ajudou e protegeu. Mesmo assim, a solidão dela era extrema. A gata, na sequência, tentou asilo político na República Tcheca, que inicialmente lhe foi negado. Era muito triste vê-la sozinha com os filhos na porta da embaixada, tremendo de frio e com o lindo rosto exalando tristeza e desamparo.

Para sobreviver Wiska, a partir de 2010, atuou com o pseudônimo de Nastya, em vídeos softcore, com a elegância de sempre. Felizmente, o drama parece ter chegado ao fim, já que ela se radicou definitivamente na República Tcheca, onde se esconde, com os três filhos, da perseguição das autoridades ucranianas. Uma das atrizes mais lindas da indústria erótica é, agora, também a primeira refugiada do pornô.

            

Imagens: Reprodução Caraota Digital/Novinite/Reprodução Kinolife.TV