CONTO ERÓTICO
 

XOXOTINHA DOCE


Por Ricardo dos Anjos


– Todos são extremamente fiéis nos quatro limites da cama. Difícil não ser. A menos que se seja puta. Se bem que eu mesma, às vezes, me deixo levar pelas minhas histórias e fantasias que crio na cabeça.

Ela despejava as palavras assim mesmo, como se eu fosse seu terapeuta. Não ligava. Estava tão feliz de tê-la comigo que o que ela dizia não me importava tanto assim. Óbvio que ela não podia saber que eu realizava uma primorosa seleção das palavras que ela expelia pela boca – mas o que me interessava era aquela xoxotinha, como nunca havia provado igual.

– Hummm... Me deixa lamber sua bocetinha, vai? – perguntava eu, mas ela não queria deixar. Preferia que lhe chupasse os peitinhos e deixasse que se ocupasse do grelo ela mesma. Garota independente!

Contudo, eu não desistia. Amava lamber os bicos dos seios rosados, é verdade. Gostava ainda mais de ver a carinha de prazer que ela fazia. Era como se nada mais no mundo lhe importasse naquele momento: namorado, trabalho, dignidade. Ela só queria era ser chupada, bem chupada – e dá-lhe mordidinhas e lambidinhas!

– Você prefere que eu chupe igual a um bezerro desmamado ou morda de levinho assim?

– Você que sabe.

Outra peculiaridade dela era não se decidir por nada em especial. Conseguia, quando muito, optar pela cor do café nespresso que eu lhe preparava. Geralmente, pegava a cápsula azul. Afora isso, era como um burro no pasto sem cabresto, sem a menor noção do que realmente lhe apetecia.

Viria, pois, a gostar da minha chupeta. Enchi sua xotinha de nutella e me pus a labê-la como se lambe uma colher de doce de leite. O cheiro natural daquele buraquinho já era bom demais e não precisava de artifícios, mas coloquei a nutella para me divertir um pouco mais.

– Lambe mais, lambe mais. Deixa eu ser sua putinha hoje, deixa, meu gostoso.

Meu pau endurecia. As palavras, aquela xoxota me beijando gostoso. Era bom demais.

Ela se contorcia. Como gostava! Mais ainda quando minha língua entrava na vagina. Excitada, ela roçava seu grelinho. Com as pernas pressionando minha cabeça, minha gatinha confirmava que estava gostando e me queria.

Assustei-me com os espasmos de suas pernas. Não era a primeira vez que aquilo ocorria. A xoxota dela era doce, mas minha língua parecia de ouro.

Minutos depois, os espasmos nas coxas haviam se transformado em suspiros e um corpo pesado de tanto gozar.

– Eu disse que ia te fazer gozar com o oral, não disse?

– Disse. Foi a primeira vez que isso me aconteceu!

– Jura? Com a língua, você quer dizer?

– É, com a língua – e enfiou a dela na minha boca tomada de gozo e de nutella. Aquilo tudo era melhor que meter...